quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

10 motivos para se jogar no tietê



1- Você não toma banho: você se prepara emulsivamente para encontrá-lo

2- Ao atender o telefone, você faz cara de idiota sozinha, rindo de felicidade por ele ter se lembrado de você depois de uma semana inteirinha ou quem sabe mais, sem dar notícias. Ah, e disfarça a ansiedade com uma voz de atendente de telemarketing

3- Você não o elogia praquela sua amiga lindíssima geralmente loira e burra por medo dela se interessar e te roubar ele

4- Você digita e lê o SMS 10 vezes antes de enviar, com medo de ter escrito algo errado ou somente para se certificar de que o conteúdo está de acordo com sua coceira bucetal associada à agonia infernal ansiedade de impressioná-lo

5- Você faz vista grossa para as vezes onde ele te deixa plantada ao lado do telefone ou até mesmo com o celular na mão, dispensando todas as ligações das amigas para não dar bobeira caso ele ligue e a linha aparente estar ocupada.  Coloca uma garrafa de água ao lado e reza para não ter vontade de ir ao banheiro justo na hora em que ele ligar! Você pensa em tudo!

6- Cheira o suvaco trocentas vezes antes do dito cujo chegar. Escova os dentes na mesma quantidade e pergunta-se o tempo inteiro qual a média de duração da refrescância Halls.

7- O msn é mero adereço para sua ansiedade: você bloqueia todo mundo quando ele entra ou então faz uso de frases vexatórias do tipo "exclusivamente pro meu amorzInhO xUxUqUiNho"

8- Fica em casa, dispensa todos os convites das amigas [e de algum amigo colorido possivelmente realmente afim] para fazer companhia a ele no msn por conta da gripe dos Cullen asiáticos  que o atingiu até a meia noite, quando de repente ele 'sente' febre' e 'vai dormir' enquanto você de fato, faz o mesmo.

9- Você corre pra longe das pessoas quando ele te liga, só para que ninguém perceba seu estado deplorável de sanidade beirando a "maria do bairrice" ao dialogar com a pessoa.  Crepúsculo de repente se torna uma potencial obra de arte moderna a ser admirada graças à sua paixão, mesmo com os 25 anos na cara e dentes amarelados!

10- Você acha que realmente ele viaja somente a negócios, para visitar parentes ou coçar o saco no estado ao lado. Caso você tenha se identificado com 3 ou mais dessas acertivas, procure imediatamente um médico psiquiatra, pai de santo ou então, dependendo do seu grau de paixão, o ex goleiro Bruno. Ele resolve rapidinho sem que você precise de fato, se matar e ir pro inferno novamente.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Amor é bossa nova, e tal e coisa...


                                                  
Um grande, grande, mas muuito grande amigo meu vai se 'casar'. Entre aspas porque essa modalidade de casamento não é bem um casamento, embora tenha a mesma completude no fim das contas: vai morar com a sortuda namorada dele.

Fiquei refletindo depois sobre como esse sentimentozinho simples, porém grandiosamente complexo chamado amor consegue LITERALMENTE mover montanhas, já que esse meu amigo em questão parecia estar a beira do abismo da sacanagem: o chiqueiro!

O chiqueiro nada mais é do que o lugar onde os porcos escarnecem e comem ao mesmo tempo, logo não é um local muito agradável. Mal comparando, acho que a solteirice de hoje em dia pode muito bem ser qualificada num chiqueiro, já que as pessoas comem e gozam na mesma merda, na mesma desgraça.

Falo assim porque é bem verdade: ninguém é mais de ninguém e todo mundo agora é de todo mundo. Pasmo com a quantidade de relações simultâneas de meus amigos e me pergunto onde porra eu tô, já que 'pudiquismos' a parte, eu não coaduno com a putaria, e tenho dito!
Mas graças ao bom e velho Deus, isso não é uma regra geral. Se existe amor, ele provém do Criador, da fonte, e ela se chama 'Deus'. Algumas pessoas são agraciadas com ele, outras não...


No mais, saúdo meu darling com essa nova forma de amar...

  O amor, ah o amor! Sentimento estranho, aceso, transforma ursos em cavalos! É seco aquele que nunca sentiu essa coisa louca pulsando dentro do miocárdio, ou fora dele, feito droga lancinante,  pois o amor é o lubrificante para a engenharia da vida, pieguices à parte. O amor tem a característica de tornar o cidadão cativo dele mesmo, feito uma rede excêntrica, prisioneiro principalmente desse sentimento inafiançável. É fatídico, é doído, é comprido mas é amor, mesmo quando dói e machuca. É enojante de tão bonito...
  Mas e o amor, o que é? Quem explica? Quem se mete e incita? Quem a ele se dedica?
  É simples? Complexo? Intrigante ou sem nexo? Às vezes começa na rua, se torna coisa tua, e termina em sexo, feito 'pizza' no congresso.
 Eu não, não sei responder!
  Não sei responder posto que eu também o desconheço. É complexo demais para ser afirmado, a medida em que é simples de se afirmar. Ele é uma espécie de guerra onde só se ganha quem perde, e talvez por isso eu nunca o tenha, já que eu não sou muito propensa as perdas. O título é se doar, se dar, se entregar às custas da sanidade. Talvez também seja por isso que eu pague com o preço da lamúria eterna , esse paradoxo de amor...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Porque na Federal é mais gostoso...


 Salve salve aos leitores que sobraram desse tão promíscuo blog. Promíscuo porque ele consegue falar de sacanagem até mesmo falando de Brasilia [e aqui me perdoem pela redundância em "sacanagem + brasília], mesmo quando a intenção é apenas tentar fazer humor.
  Estive ausente, como a data desse post comparada à ultima demonstra, mas foi por um bom motivo: inspiração ZERO! O governo mudou e com ele levou toda a minha carga erária de talento e inspiração pra escrita. O ostracismo foi tão grande que até pensei em me suicidar num desses salões [ou studio de Hair fuckin Stylist] fazendo uma escova progressiva demoníaca, ou como cientificamente é chamada, 'com amônia'. É bem verdade isso...

  E é bem verdade também que a inspiração ainda não voltou, mas os fatos das últimas semanas associados ao fato de hoje, me deram uma injeção de ânimo, num mínimo capaz de me fazer voltar a escrever: o meu grande e eterno amor, encontrou a sua vocação eterna de campeão, no mesmo dia em que eu, munida com uma caneta, olheiras de ansiedade e uma bunda gorda dentro de uma calça 44, fui fazer a prova da UFPB, a qual...

EU PASSEI, POHH@@@@!

É, é isso que você leu: eu passei porque eu sou fodasticamente inteligente e gostosa pra Jornalismo e deixarei de ser uma relis blogueira boazuda gorda qualquer! Se Deus quiser, até porque o mérito é Dele...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Libre como las palomas!

    Adiantando o que se passa em minha cabeça nesses últimos tempos, afirmo que é bom viver, mesmo sem ter um ideal definido. Cada dia é um mundo novo de possibilidades a acontecer e por mais despreparado que sejamos, há sempre algo pronto, esperando ser encontrado.
   Sempre quis aprender a voar, e foi quando aprendi a amar. Entendi que não era bem o que via nos filmes, que a realidade exigia um pouco mais, mais vontade, mais do mesmo e menos do mais. Respeitar as diferenças é um belo começo quando se pretende começar algo, e decerto odeio quando sou contrariada. Sempre quis voar, pois via nos pássaros uma coisa inerente: a tal liberdade. É estranho quando alguém me priva de ser livre, ora no amor, ora na vida ou nos pensamentos e ações. Ouço sempre algo que não me soa legal aos ouvidos, e não tô falando de palavrão. Gosto de falar "porra" mesmo sabendo que não é "feministicamente" correto, e aqui abro aspas para o neologismo.  Que bom seria se eu pudesse ser eu mesma, sem precisar fingir o tempo todo. Não, eu não sou lésbica ou tenho dupla personalidade: apenas gostaria de ser livre!
   Vivo num mundo onde não me cabe, seja pelas idéias, seja pelos sonhos irrealizados. Gostaria de ir pro sertão, evangelizar o povo de uma maneira consciente: ser Cristão não é ir a missa, ser cristão é ajudar o outro a ver a presença divina no dia a dia. A maioria das pessoa dissemina o mal de uma maneira volátil, impregnada de ódio e desrespeito. Gostaria de ensinar as pessoas a mudarem seus destinos, com a política. É causticante, ver que ano se passa e nada muda, a não ser o número de pessoas castigadas pelos erros da coletividade manipulada.
   Amar, essa é a palavra. É esse o verbo transitivo direto que me impulsiona a estar viva a cada dia! Amo o Fluminense mais do que tudo nessa vida, assim como eu amo a Deus mais do que tudo nessa vida! Amo meus pais como amo duplamente o Flu e a Deus, e amo os animais que me cercam. Bom seria se nesse balaio de amor, eu tivesse um amor.

Desabafos parte 1

  Se eu ousar enumerar as inúmeras mancadas que já dei na vida, talvez tenha que declarar a lista de bobeiras cometidas na Receita Federal. Pouca gente sabe, mas dentro desse ser inexoravelmente estúpido, existe vida, e vida em abundância. Talvez por medo ou por qualquer outra coisa é que eu não permita que alguém descubra isso, mas a considerar a primeira linha desse post, provavelmente encontraremos respaldo pra teoria seguinte...

   Como uma boa e velha 'sera humana' [o feminino de ser humano], tenho o direito de errar. É completamente exequível e comum, a considerar que sou de carne e osso. Não to falando das vezes onde eu derrubei uma seção de copos de vidro numa loja, não: eu tô falando é do coração!
O que quase ninguém entende é que não há nada mais tipicamente normal do que mentir. É, mentir! Você mente diariamente e sem perceber, decerto. É fato que o universal ato da mentira prejudica, corrói, magoa e por vezes fere, mas não é dessa mentira que estamos falando. Quando me refiro à mentira, cito o caso de ludibriar a verdade para um fim maior: o de se proteger. No fim, percebo que não me protegi coisa nenhuma, e muito pelo contrário, só aumentei o vale que me separa da felicidade.

  Pouquíssima gente sabe, mas eu já amei alguém, e amei mesmo, daquelas vezes onde você se pega pensando, rindo, chorando, cantando e até mesmo se tocando pensando no cara. Amei de uma forma bem intensa, sem reservas  e me entregando a medida em que eu respirava. Menti, quando disse gostar de verde, só pra agradar. Na verdade eu gosto é de vermelho e o perfume da mãe dele me irritava, causava ânsia de vômito, mas por razão das aparências, subtrai esse fato dos arautos de queixas. Aceitei surtos, considerei músicas, lugares, situações e pensamentos, na intenção de me fazer amada, e o que eu consegui?

  Nada! Exatamente nada. O amor só é exequível se você for verdadeiro, sem escusas ou reservas. Na verdade não é uma fórmula pronta, mas se você tentar se aventurar nesse mundo, é melhor estar preparado para ser você mesmo, sem mentiras, sem tentar passar uma imagem.

  Passei a vida inteira sendo contra a mentira, evitando ao máximo dizê-la, e justamente comigo mesma cometi a maior mentira de todos os tempos!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Efeito Pinguim



Se eu pudesse mostrar
O que você me deu
Eu mandava embrulhar
Chamaria de meu

Melhor forma não há
Pra guardar um amor
Então preste atenção
Ou me compre uma flor
Vem, me faz um carinho
Me toque mansinho
Me conta um segredo
Ou me enche de beijo

Depois vai descansar
Outra forma não há
Como eu te valorizo
Eu te espero acordar
Se eu ousar te contar
O que eu sonhei
Pode até engasgar
Pagaria pra ver

Melhor forma não há
Pra provar meu amor
Eu te presto atenção
Tento ser sua flor

Vem, te faço um carinho
Eu te toco mansinho
Te conto um segredo
Ou te encho de beijo

Depois vou descansar
Não vou te acompanhar
Espero que entenda
Vem, te faço um carinho
Te toco mansinho
Te conto um segredo
Ou te encho de beijo
Depois vou descansar
Não vou te acompanhar
Espero que entenda
E volte pra cá.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

1 euro de atenção!


Tá tudo bem
Mesmo de lá, sem mim!
Tá tudo tão calmo nesse pedaço,
Parece flor no jardim

Se eu me pego cantando, me esqueço,
Mal consigo caber dentro de mim
Será que existe felicidade
Qual eu li num folhetim?

Se me apego, eu perco
Se eu perco, pranto sem fim!
Você tem ela, ela te tem,
Como faço pra chegar perto de ti?

Eu hoje me pergunto
Mas só de pensar, e dai?
Será que dentro desse imenso você
Cabe um pequeno pedaço desse imenso de mim?

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O que a Julia Paes faria?


Provavelmente você já ligou pra esse cara um bilhão de vezes e ele 'nem' pra retornar. 
Talvez, você tenha articulado todas as suas amigas possíveis e impossíveis para vigiarem orkut, twitter, msn [caso tenha adicionado] e trabalho dele, em busca de novas informações.
"Você deita mas o sono te levantaaa" é a trilha sonora da sua cabeça quando se lembra do cidadão!
Seu dedo não pára de digitar depoimentos e emails que você nunca - leia de novo! - terá coragem de enviar!

E agora Brasil, a pergunta...

Para que?!

  ES-QUE-ÇA esse homem, criatura! Por que cargas d'água você insiste numa situação que já tem cova profunda no cemitério das relações amorosas findadas? [ Nosssa, que profundo!] . Ele NÃO está afim de você, e quanto mais cedo você acreditar nisso, mais rápida será a cicatrização dessa sua ferida cafona de escrever poesia pensando nele. Se você se importa mesmo com o cara que está obrando pra ti, é melhor procurar um ginecologista gostoso psiquiatra, pois masoquismo é OLD demais para esse nosso mundo atual.  Pense nas inúmeras situações onde novos amores podem surgir, ou você acha mesmo que só porquê não deu certo com o 'cidadão da boca de mel', ninguém mais no mundo te serve?
  Você pára e pensa comigo:  a Ilsa viveu feliz com o marido fugitivo dela, deixando pra trás o Rick!
Entendeu a gravidade disso? Não?! Então pára de assistir "Passione" e corre na locadora pra ver Casablanca!
  Porra! O amor deles dois parecia coisa de filme - e é um filme, sua idiota! -, daqueles onde o mundo está se acabando e tudo continua em pé, porque a força do amor é - bla bla bla, one little, two little... - magnífica e mesmo assim, A-C-A-B-O-U! Se o amor deles não resistiu as farpas da vida, por que você acha que o cara, com 50 mulheres pra escolher, sendo 30 delas as coisinhas mais fáceis de se enganar na vida e com um puta rabão, vai ficar exclusivamente com você, se ele não te quer?

  Abro um "salvo" : se ele está com você, é porque quer! Jogue as mãos pro céu e agradeça a Deus [caso você não seja ateu que nem Ricardo Coutinho #macumbs] !
Mas se ele não está ou demonstra não ter o menor interesse em estar, me explica Brasil, por que você ainda insiste?

ELE NÃO ESTÁ AFIM DE VOCÊ!

  Você requebrou bem, conquistou a mãe/pai/cachorro/avó e escambau mas o cara não te quer mais e aqui vai um conselho: ninguém é obrigado a te querer, o que também não significa que você não valha a pena!

  Parte dessa, desencana. Como diz a Vanessa do cabelo de fuá da Mata, 'há tantas pessoas, especiais', e não é somente uma única delas a detentora da sua felicidade, até mesmo porque essa parcela de presente divino está dentro de você, e se mesmo assim, vossa excelência continua buscando nos outros, tá na hora de parar de assistir ao BBB.
  O amor é gratuito, cara! De nada adianta MESMO você controlar o orkut do cara, saber tooodas as senhas dele, bloquear os sites pornôs do computador dele, porque mesmo assim ele vai te trocar/esquecer.
  Sou do princípio que o ciúme só é bom na hora de lavar o carro, pois te mantém longe dos lava-jatos inconsequentes que usam 'limpol' como auto-wash, ou seja: não se aplica nas relações humanas. Claro que você sente aquele 'frisson' na alma quando vê aquele monumento loiro de bundão cruzando a frente dos olhos esbabacados de seu namorado, mas ao invés de fazer que nem a minha prima andreina, que fecha a cara de ódio e desconta no namorado, faz que nem a Julia Paes: dá uma fungada no pescoço do cara e diz algo legal de se ouvir, ao invés de externar sua insatisfação por estar morrendo de inveja dela ciúme dele.

   Pára de pentelhar o cara com ciúme, mesmo sabendo que existem oitrilhões de mulheres muito mais bonitas e gostosas do que você! Se ele está com você, criatura, é porque quer! Me irrita saber que tem gente que acha que qualquer imbecil é candidato  a namorado em potencial, quando na verdade NÃO É! Guarde sua jóia interior para entregar nas mãos de alguém com maturidade suficiente pra saber o que fazer na hora em que você disser um 'eu te amo' verdadeiro. Não se maltrate tanto, mendigando atenção desses caras que até torcem pro teu time quando querem te comer, mas que um ano depois voltam atrás! Existem muitos caras legais no mundo, criatura, e te garanto que com um pouquinho de esforço e bastante paciência, você encontra! É só não procurar...
  E pelo amor de Deus, páááára de ligar pra esse homem que não te atende.
  Parto do princípio que ''sem beijo, não me liga!". Significa dizer que ''sem entrega, não te entrego!"
  Meu coração vale ouro e meu corpo muito mais. Não é qualquer mané que vale seu fio branco na cabeça!
  Deixa pra se preocupar com a próxima liquidação da Ellus e com o concurso da PF chegando. Afinal, uma CDF de luxo não dispensa uma boa promoção...

domingo, 7 de novembro de 2010

Um voodoo de amor


 Domingo de manhã, um tédio de matar, um relógio a ver a vida passar e um sonho, uma lembrança. Das minhas últimas quimeras de coito interrompido, não me recordo de nada sutilmente gratificante para minha alma sem esperanças, como o sonho de ontem.
Havia uma matéria no Jornal Nacional, onde Bonner anunciava ser este blog, o vencedor de um concurso de blogs. Pra completar, Risoto era meu affair e eu sorria para todos. A única coisa não-boa desse sonho é que não vi o flu ser campeão.
  De fato, é uma incógnita a minha vida.
  Só lamento por ter visto pessoas importantes entrando na categoria "arrependimentos, lembranças ruins & afins".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Coisas que todos deveríamos saber [ou não]

  

  Ouvindo uma música do Suéteres, chamada "Vale se jogar" que por sinal, vale a pena ouvir, cheguei a conclusão de que seu refrão bem encaixado sintetiza bem a minha realidade. Graças ao ensejo, formulei algumas máximas que podem te servir também...

*Desistir dos sonhos é simplesmente ir em busca de outra coisa, não necessariamente melhor
*Cada povo tem o governo que merece e meu salário empregado num batom sintetiza bem isso
*Amar demais é como comer demais: você sempre se fode!
*Dedique-se a arte de se convencer a acreditar em você mesmo! [Faz sentido, não faz?]
*Ninguém é suficientemente bom que não possa ser substituido. A Britney é exemplo disso.
*Apaixone-se pela música antes de se apaixonar pelo momento. As melhores situações são àquelas que envolvem pré-disposição ao erro do ensaio
*Nada é mais importante do que amar! Nada!
*LITERALMENTE  a vida passa voando, o que não significa que você deva sair desesperado atrás das realizações. Certifique-se apenas de não estar deixando tudo passar!
*A intensidade de nossos corações pode vir a se tornar um veneno caso a gente não saiba como usá-la
*Medo existe, coragem não. Tenha coragem para acreditar nisso.
*Apaixone-se quantas vezes seu coração quiser, inclusive pela mesma pessoa.
*Viva menos conto de fadas e mais canteiros de obras. É muito mais fácil se deparar com cimento e areia do que com gnomos e duendes. Ahhhh, você entendeu o que eu quis dizer!
*Assista a coisas enriquecedoras: nada de filmes de terror ou jogos do Flamengo
*Tente realizar todos os seus projetos e se não conseguir, foda-se, só não vale chorar!
*Sexo é fácil e barato. Dificil e caro é amor!
*Não insista em duas portas que se fecharam. Talvez algo ruim esteja te esperando atrás dela!
*Deus é um cara bacana, tanto que te deu dois olhos para que pudesse ler tudo isso agora! Respeite-O mais! Louve-O mais!


E se cada uma dessas frases puder ajudar alguém por ai, valeu a pena a intenção das letras!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Algumas considerações importantes


 Existe uma coisa inexoravelmente atuante no invisível do universo chamada "química". É essa coisinha ai que consegue mover montanhas, literalmente. Durante esses últimos dias, os quais estive siderurgicamente atolada de trabalhos, compromissos e mais compromissos de campanha [#zemaranhao] , o universo achou um tempinho e me estalou as orelhas, assim, do nada.
 Ninguém vai entender, mas talvez esteja pintando por ai um time completamente desacreditado, porém, esse anteprojeto de amor pode vir a ser campeão!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nicks de Orkut, Zezé di Camargo e miguxos!


  No mundo real [e isso exclui a existência de redes sociais] onde as pessoas não têm photoshop na cara e o seu "who i am" é completamente enfadonho porque não dá pra fazer uso do google o tempo inteiro, a realidade a qual somos fadados a viver nem sempre é tão bonita quanto no Orkut.
  As pessoas pensam que para se ter sucesso numa relação que se inicia [seja ela ágape ou eros - e se não entender, vai ao Google - não importa], fazer uso da imagem 'cult' no fim das contas pesa favoravelmente na hora em que o intuito é conquistar o outro. Não adianta nada, jogar no google "frases interessantes", encontrar Dostoievisk e colar no nick  do msn se você pensa que Irmãos Karamazov são uma espécie de dupla de contorcionistas do Circo Pinga Fogo que faz turnê em seu bairro ou uma dupla de irmãos de Barretos que canta sertanejo. Não há mal nenhum se você não entende de economia, bolsa de valores ou literatura clássica, caso você realmente não entenda e não tenha gosto pra coisa. É preciso ser simples e não há nada mais feio do que 'fazer a íntima' quando na verdade você queria era gritar pro mundo inteiro que é fã de Zezé di camargo [NOT!] e que gosta mesmo de ler é TI TI TI + Contigo! ao invés de se lançar nos arautos da história.  Tô cansada das pessoas prontas, que agem como mandam as revistas de relacionamentos e que usam gírias cyber no cotidiano como se fosse a coisa mais cool do mundo [isso é um exemplo]. A naturalidade ficou para trás e as pessoas interpretam o tempo inteiro. Se pegam uma taça, o fazem como se as câmeras da Globo estivessem focadas em seus rostos, se transam, pensam que estão numa cena de 'Instinto Selvagem' onde a puta atriz Sharon vive uma fogosa assassina.
  Destarte, fica claro que vivemos no mundo dos fingimentos, onde pessoas reais não vivem: interpretam. Concordo  que a vida é um jogo de valores e cabe a você instituir o seu, mas será mesmo necessário todo esse fingimento?
  A vida real não é Serginho BBB, a vida real é Tiririca!

sábado, 23 de outubro de 2010

Meus pequenos tricolores

   A alegria do nascimento é inenarrável










quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Edital para provimento de cargo namoratício

[O que no meu caso é quase sempre! Rá!]
  
   Há uma lei intríseca que rege relacionamentos : afinidade.
De acordo com o dicionário, 'afinidade' nada mais é do que...


s.f. Conformidade, aproximação, relação, simpatia: afinidade de gostos, de caracteres; afinidade entre a música e a poesia
    
     Exceto quanto ao sexo, para que a relação perdure, é necessário um mínimo de afinidade entre os seres. Você já ouviu dizer que alguém completamente diferente do outro conseguiu sustentar uma relaçao?
     A Luh Mahé diz que sou burra, chata, abusada, 'escolhona' demais entre outros verbetes que não irei elencar nesse post. Analisando mais um tiquinho, pode até ser que ela tenha lá suas razões, mas qual ser em sã consciência vai abrir as pernas as portas do coração para um outro alguém completamente avesso? Veja bem: a beleza das diferenças têm limite! Não to me referindo à cor de pele, gosto musical ou se prefere ficar em cima ou embaixo na hora do vuco vuco, eu tô falando é das afinidades intrísecas do início do texto, quais são planos, intenções, desejos, metas e principalmente vontade de amar, se entregar.
  Se existisse um prelúdio contratual, uma espécie de Edital para que as pessoas soubessem quais as características pessoais mínimas para que a coisa toda evolua, talvez a coisa fosse tão mais fácil. Parece blefe, mas eu gostaria que os caras que me propõem namoro sem que eu sinta o mínimo de interesse por eles, tivessem a noção de quão desagradável é, ter que admitir que certamente estou fadada à solidão e que também eles não me encantam nem 1% do que os meus olhos cegos gostariam de enxergar. O Léo diz que sou um macho de saias e ele tem lá suas razões para isso, mas é fato mesmo que eu não sou um ser muito fácil de me encantar, e geralmente quando isso acontece, o cara é tão pateta que me deixa escapar...
   Resumindo, a coisa tá feia pro meu lado. Se indenizada eu fosse por não corresponder os sentimentos dos outros, estaria bem rica, usando colcci até pra dormir [coisa de pobre em ascenção, usar Colcci]. Afinidade, meu Deus... Afinidade é a única coisa que eu quero!
 
  1. Da afinidade
1.1- É preciso um mínimo de apreço, aquilo invisível, que eclode quando os olhos se cruzam
1.2- Afinidade implica também química, aquilo invisível outrossim, e pouco provável de acontecer quando do outro lado está ''eu''.
1.3- Os caminhos precisam pelo mínimo possivel, interligar o que vem a ser interesse dos dois;
 
   2. Das coisas que eu não suporto
2.1- É regra clara que eu odeio ser posta de lado, datavenia que meu ego é maior do que a bacia hidrográfica da patagônia central do canal de vênus galático, ou seja: é tão grande que nem os cientistas descobriram ainda graças aos seus incompetentes binóculos.
2.2-  Odeio que peguem no meu pé, já que nasci de 7 meses porque não suportei aquele útero enchendo meu saco o tempo todo, me empurrando comida. Dieta eu faço desde que era um embrião.
2.3-   O fato de eu não ligar não signifca que não me importo: não tenho saco sempre!
 
   3. Daquilo que eu quero!
        Homem não me falta, o que me falta é amor!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre a dor

  Tá tudo bem, porque eu adoro quando a dor me consome, pois ultimamente é a unica forma de sentir alguma coisa pulsando dentro de mim e saber que ainda estou viva. Não sei o que fiz para merecer o status de insensível, dissimulada e escrota, mas eu devo mesmo ser tudo isso, a considerar as vezes onde ouvi isso calada, sem responder devidamente. Tá tudo bem, porque os bandidos de verdade roubavam por uma causa nobre, que não fosse apenas bel prazer. Tá tudo bem, tá tudo muito bem!

domingo, 3 de outubro de 2010

Jesus Cristo, Dilma Roussef e quase duzentos milhões de analfabetos funcionais

  Perder a fé nas pessoas faz parte do processo de amadurecimento. Não conheço uma pessoa sequer que tenha aprendido a arte de crescer sem ter perdido a esperança no agir correto de outrém. Faz parte do mundo.
  Faz parte também desse processo, encarar a realidade como algo inevitável e indubitável: o homem fraqueja a medida em que ele mesmo não consegue resolver. É muito fácil delegarmos responsabilidades aos outros quando nós mesmo é quem deveríamos estar a frente de toda a revolução. Hoje, dia 03 de Outubro, o país inteiro se mobiliza para enriquecer por mais quatro anos, 27 governadores, 1 presidente e outros tantos de senadores e deputados que ao longo de suas gestões, irão angariar benefícios familiares e próprios de quem recebe o título maior do poder público da união.
  Gestão significa 'ação de gerir'. Não é bem uma palavra conhecida da maioria da população,  porque a própria população fez questão de exclui-la de seu dialeto corriqueiro, por se omitir deverasmente a cada vez em que é solicitada. Vejo muita gente reclamando que governadores, presidentes e vereadores nada fazem pela contrapartida social, tão garantida pela constituinte como esquecida pelo legislativo, mas na hora em que o poder, conferido ao povo, de mudar a situação é convocado, a nação se vende por pouca coisa, ora por emprego, ora por 100 reais. Fico tentando entender até onde iremos, até onde ignoraremos candidatos a altura de um cargo máximo a presidente, como o Plínio, só porque não atende aos padrões estéticos que a maioria dos ignorantes chamados brasileiros, gostariam, enquanto uma certa senhora, garantida pelo cabresto eleitoral de bolsas, politicamente conhecida como subsídio social, perpetuará um governo de desenvolvimento, mas também de muita falcatrua e sujeira. É fato que consumamos numa democracia, terra onde decidimos o futuro de nossa nação, onde bebemos da fonte a qual muitos perderam a vida tentando instaurá-la, e graças a eles temos a chance de decidirmos o que será bom ou não para o nosso país, mas até quando pessoas medíocres, ignorantes e 'vendáveis' serão responsáveis pelo destino dos outros? Até quando veremos uma população coagida pelo coronelismo, votando a cada 4 anos? Aqui na Paraiba, a vergonha se alastra, ano após ano, eleição após eleição. Vejo muita gente com vontade de fazer, de mudar e de tentar evoluir o segundo estado com o pior índice de desenvolvimento de toda a federação, mas vejo também muita gente ignorante, que se submete a vontade de uma minoria plutocrática, que com seus carrões, sons de três andares e bandeiras coloridas, enfeitam a nossa pequena cidade de cidadãos burros e vendidos, que se corrompem por tão pouca coisa, esquecendo que no coletivo, muito mais vale se desprender de certos benefícios para que num futuro próximo, todos possam gozar daquilo que nos foi garantido pela Constituição e por Jesus Cristo rei do UNIVERSO!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[In]críveis ou não?

  Tenho um enorme problema: não consigo acreditar em homem. Isso é sério, não é um engodo e não será mais um post de corno desabafo do tipo que falo mal de todo mundo do sexo masculino: é uma espécie de confessionário numa tentativa de me desvencilhar dessa agonia.

  Minha terapeuta recomendou que eu escrevesse mesmo tudo o que me assola o juizo e cá estou eu a dissertar sobre um dos meus grandes problemas. A considerar que o Fluminense é lider do brasileiro, minha maior preocupação nesse momento é com minha exagerada preocupação em não acreditar em ninguém. As pessoas ao longo do meu curso de vida [nossa, que menina de 23 anos velha!] foram mestres em me enganar e talvez com isso eu tenha subido de patente, elevado meu status para algo do tipo ''ininganável''. Hoje em dia é dificil de me enrolar.

 E é justamente esse 'status' que fudeu com tudo. Não me enrolam mais porque não me deixo enrolar: não acredito em ninguém.

Qual a melhor maneira de não se molhar?

R- não entrando na água

  E é essa a minha metáfora do dia para exemplificar o porquê de não mais cair em conversas ou ser feliz. Encontro-me nesse exato momento, roendo as unhas e tramando teorias para justificar o por quê do que me aconteceu hoje, e só encontro uma alternativa: não confio em homens.

  Não tem um homem nesse mundo em quem eu confie, para amar. Amar implica riscos e eu não sou muito boa em corrê-los. Não sou do tipo que fica jogando 'uno' enquanto o cara não liga ou manda um torpedo, e talvez por isso que eu sofra tanto. Eu me levanto, troco de roupa e saio de casa buzinando pra qualquer apolo que passe na minha frente. A considerar que eu sempre penso na metade do copo vazio, tramo conspirações homéricas para conformar meu medo de me relacionar de novo e confesso que eu tenho um puta problema com isso! Não acredito em homens, não acredito nas descarregadas de celulares, nas faltas de tempo ou meteoros que caem do céu na hora em que vão me ligar. Não acredito.

  Fico pensando se não seria mais fácil acreditar ou então fingir que acredito, para tentar alguma coisa. Daí me lembro que tenho pavor de enganação e se eu sou contra a isso, não cabe ficar fingindo que acredito em papai noel. Não é que TODO CARA mente ou que todos só me querem em cima de uma cama [ou mesa, chão, debaixo do chuveiro...], o problema sou eu: cresci num sistema onde homens mentem [e muito] e com isso não mais consigo crer que um dia, um infeliz desses não vá me magoar com uma mentira. Sei que potencializar o problema não ajuda, mas alguém ai da cadeirinha sabe dizer como faz pra não doer, quando alguém magoa a gente?

Caso a resposta seja 'não', acho que não precisa mais explicar o porquê do pavor ao amor!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A teoria da negação

["Mamãe, eu não sou gay"]

     Hoje eu entendi porquê me assusto tanto quando sei que alguém gosta de mim. Não consigo lidar com a sensação de que alguém me dedica o coração mais do que eu, a ele. Quando isso acontece, esse lance de apaixonar mas não de me apaixonar, é ruim, machuca e afasta. Essa sensação de dependência, de ter que ver certos gestos bobos e achar graça ou quiçá, romântico. É essa mania de sempre pisar em ovos.
    Não consigo me apaixonar de verdade porque não gosto de dependências. Não gosto de saber que alguém me ocupa a mente, me assola o juizo e fico preocupada. Preocupada porque é bem verdade que relacionamentos se tornam viciantes. Você quer estar perto da pessoa, quer falar, quer beijar e amar na mesma intensidade e quantidade que respira: o tempo todo! Consigo chegar perto, gostar, querer bem mesmo querendo longe, quando estou apaixonada, mas quando me lembro que aquilo pode me ferir de alguma forma, tento correr pra longe. O namoro do amor com o eterno quase nunca se concretiza e eu não fui treinada para lidar com as perdas, logo, nem jogo. É preferível que pessoas assim se acostumem com o ostracismo a ter que admitir de vez enquando que perder faz parte, e dói horrores.

Eu juro, eu quero amar. Só não sei como, quando, onde e a quem!

Inexigibilidade de ações

   Eu odeio andar de ônibus. Pior do que dirigir no trânsito de imbecis pessoenses apressados é andar de ônibus. Nada consegue ser pior para uma garota que nasceu de sete meses como eu do que ter que ficar esperando numa parada de coletivo enquanto o infeliz atrasa , às custas da minha paciência.
  Mas pior do que andar de ônibus é essa minha maldita predileção por auto-boicotes. Ultimamente venho lançando concorrência direta contra mim e se eu abrisse um processo licitatório para contratar a mim mesma, eu seria desclassificada por improbidade. Se abrissem a minha cabeça e vissem a quantidade de coisas que me assola, certamente teriam pena de mim e explodiriam o ônibus do corínthians só pro Fluminense ser campeão brasileiro. É absurda essa minha mania de preferir o ostracismo e seus significados.
Faço-me entender.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

It's a beautiful day

   O coração é um espaço onde muita coisa ocorre. Não há muito lugar nele para certezas mas certamente você encontrará todas as perguntas que nunca parou para se fazer em toda a sua vida, quando se encontrar inebriado de amor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entende por que sou tão grossa?

  
   O amor mudou de endereço: agora ele mora na casa do caralho, literalmente!
   Se você está pensando que lá vem mais uma sessão feminista, pode tirar o cavalinho da chuva. Vou apenas dissertar sobre uma coisa que me aconteceu ontem, de forma que tento ajudar pessoas com o mesmo 'probleminha' do tal cidadão, a entenderem que o amor só é bom quando é bilateral.
   Na verdade, é mais fácil do que se imagina: o que leva uma pessoa que se julga "Sapien Sapiens" a insistir numa coisa que não tem a menor probabilidade de acontecer só porque leu uma porcaria de um livro de auto ajuda que dizia ''não desista dos seus sonhos"?
  Concordo quando o sonho é ser médico, assassino em série ou cantor: você deve mesmo correr atrás do seu objetivo, mas não quando o sonho é um puta relacionamento que já deu indícios de não prestar desde a porcaria do primeiro minuto em que começou. Vejamos: se você quiser saber o que se passa na cabeça da outra pessoa da relação, ai vai a dica...
  Se coloca no lugar dela, porra!
  Se a guria ou o cara não te liga, procura, manda email ou o cacete é porque ela/ele não te quer e aqui vai a segunda dica: não se mata por isso, mané!
  O bom da vida é que temos essas escolhas e por que você acha que o cara ou a garota em questão é a única pessoa capaz de te fazer feliz nesse mundo? Eu sei que nossas afinidades são afuniladas com o passar dos anos e que achar alguém verdadeiramente capaz de somar conosco é tão dificil quanto ver o Flamengo ganhar sem ajuda dos árbitros mas poxa, já parou pra pensar que talvez não adianta insistir como forma de 'conquistar'? Se a guria tiver de ser sua, que seja por livre e expontânea vontade e não porque você vai a todos os lugares em que ela vai só pra se certificar de que ela não olhará pra nenhum outro cueca de plantão. Um teste simples é o seguinte: se você quiser fazer algo patético romântico para alguém mas não sabe se vai agradar, se coloque no lugar do felizardo[a]. Você acha que as últimas atitudes demonstram algum interesse em receber declarações, exposições ou qualquer coisa que rime com 'ções'? Você quer se declarar pra pessoa em questão mas não tem coragem, ora por medo, timidez ou sei lá por que. Dai, você passa a ensaiar formas Dantescas de se deixar conhecer e fica imaginando a porra da lua de mel na França. Antes, antes de qualquer coisa, analise as situações e ocasiões: se a pessoa não demonstra muito interesse, cai fora caralho! Por que diabos você insiste? Por que você acha que ficar ligando, pentelhando, mandando emails, reservando pousadas ou mandando torpedinhos idiotas vão fazer com que essa criatura te note? Salvo a hipótese de haver algum tipo de vínculo maior do que o 'amor eros' [como por exemplo o 'amor ágape] entre vocês, nada mais justifica, porque se tem algo que é puta chato, é quando alguém que não gostamos definitivamente insiste, por medo de admitir que perdeu ou por qualquer outro motivo. Se você não for como eu que tá andando e cagando pra tudo, acho bom pensar duas vezes antes de me ligar no meio da noite pra se declarar achando que me acordar do maldito sono das 02:20am vai me fazer derreter e passar o resto do dia com a calcinha molhada só de pensar em você.

Vai encarar?

 
 Por morar num bairro de classe média-média, sou obrigada a conviver com neanderthals pessoas cujo bom gosto ou é pouco ou inexistente na maioria dos casos. A tirar a falta de acesso à cultura ser amplamente associada ao pobre, deveríamos considerar que nos diversos casos, não é a ausência de um Tchaikovisk, um Drummond ou uma Dinah Washington que incidem diretamente na educação, bons hábitos ou costumes eticamente corretos da população: é a falta de interesse nisso!
  Vejamos: o que leva uma pessoa às 07h da manhã, sair de casa com o sovaco fedendo, cabelo desregrado e poluindo não somente as papilas olfativas como também os ouvidos alheios com um desses celulares MP7 [maldito acesso democrático] tocando forró e nem me diga que isso é música para todo mundo ouvir? Sei que o direito de escolha está para o homem assim como o ar está para nossa sobrevivência, mas de fato, será que as pessoas não provocam suas exclusões? Não digo que para ser merecedor do sol é preciso ouvir Chico Buarque, mas poxa vida, por que as pessoas fazem tanta questão de se afirmarem medíocres, como se isso fosse bom? As duas garotas que iam conversando nos bancos da frente sobre o fim de semana 'agitadíssimo' nas baladas suburbanas nada mais eram do que duas pessoas que se excluiam da evolução por preferir sempre esse intelecto mediano de alguém que passa a vida inteira ouvindo 'Calcinha Preta' e 'Aviões de Forró', usando calça da 'Absoluta' e tirando mil fotos fazendo 'V' com os dedos e postando no Orkut.       Cada um cava a fossa que se acha merecedor e se amanhã você pensar em sair de casa cedo, sem tomar banho e portando um desses celulares Xing Ling, tocando alguma dessas bandas idiotas de forró, acho melhor verificar se não estou dentro dele, porque da próxima vez que alguém ligar essa porcaria, juro que ligo as caixinhas do meu Ipod com Black Sabbath ou Iron o caminho inteirinho!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Le cour

   
  Enquanto eu folheava meus antigos textos [escritos e não digitados] encontrei algo bem interessante. Sei que o início dele é uma bela citação da Lispector e não tenho certeza quanto a autoria minha, pois eu posso ter reunido apenas algumas partes de alguns textos interessantes [ao menos praquele determinado tempo]. O interessante é a intensidade que ele transmite...

  Há momentos na vida em que vc sente muita a falta de alguém e que você gostaria de que ela saisse dos sonhos e viesse pra perto. Às vezes a gente pensa que quando uma porta se fecha nada mais importa. Na verdade, quando uma se fecha, outra logo se abre mas a gente teima em pensar naquela que nao quis se abrir por algum motivo, e deixamos de dar valor pra a q acabamos de conhecer.
Sonhe o q vc quiser sonhar
vá para onde vc quiser ir
procure estar com que vc quer ficar!
A vida é uma so e se você perder a chance talvez ela nem volte mais
O futuro mais bonito sempre dependerá da necessidade de esquecer o passado
voce nao podera ir adiante na vida enquanto nao tiver superado os erros do passado e tudo o que magoa seu coração.
Faça valer a pena praqueles que te fizeram rir quando vc, realmente precisava!
praqueles que te fizeram sorrir quando mais precisou!
Esqueça de como tudo termina
e lembre de como é bom quando tudo começa...
Faça com que seja eterno!
Faça com que nao chore
Que nao se perca
a nao ser de amor...
 

domingo, 5 de setembro de 2010

Síndrome de Mozart


  Será essa uma nova modalidade de amar ou eu fiquei amortecida, sem um lugar no mundo do amor que nem os ursos polares com as 'capotas' de gelo derretendo ? Desde que soube que meu chérie não me ama perdidamente gosta de mim na reciprocidade do meu miocárdio tricolor, continuo com a mesma serenidade qual dia 20 de maio de 1987 quando respirei a primeira vez. Parece mentira, piada sarcástica ou bordão de quem levou um chute mas de fato não é: eu to feliz por ele! Descobri que o danado tá perdidamente apaixonado por uma garota e fiquei feliz! Baaaah sabem o que isso me custa? Muito!
  É admitir que ou eu não gosto dele tanto quanto julga meu cerne ou que eu virei uma filha da puta insensível ou, como diria a Grace Kelly, proeminente a lidar com os chutes comprando uma Hermés fabulosa. As duas alternativas me apavoram tal qual os minutos finais das partidas onde o placar é de 1 gol de diferença, ou seja: MUITO! É admitir que numa das hipóteses eu não me conheço, ou que na outra eu me transformei, fui roubada pelo fracasso anterior a ponto de não ter havido tempo para uma regeneração, e acabei cicatrizando 'incompleta'.
 De fato pus em prática aquele meu texto onde digo que o 'amor é livre' e parece que ao mesmo tempo, perdi um pouco da essência. Eu queria estar arrasada, culpar a Deus e chorar horrores mas ao invés disso continuo inteiraça e ensaiando os passos de Single Ladies em frente ao espelho. Sabe como é querer estar triste e chorando e não conseguir? Será que eu me perdi? Tô tão apaixonada que me dá nojo! Hahahaha.
  E conclui que ainda não tô pronta [ou madura como o 'darling' diria] ou que não nasci para lidar com essa coisa toda de sentir calafrios e temores pré-encontros. A julgar que eu li o pequeno principe umas 30 vezes da infância pra cá, admito que diversas visões do que vem a ser o amor permeiam minha mente. Ora eu sinto que é como a dominação da rosa imperialista, ora livre como a raposa que o deixa ir sem maiores cobranças. Percebo que é complicado tudo isso e rogo pra quem for mais esperto do que eu nesse sentido, capaz de me explicar porque é que dói mas não chega de fato, a doer como eu paradoxalmente imaginaria que fosse. É uma batalha homérica, digna de uma continuação do Senhor dos Anéis, o que venho travando dentro de mim desde que decidi gostar de alguém, de novo. Pensava que a coisa toda girava no fato de querer me dar bem ao lado do pretendido mas hoje vejo que só o fato de gostar parece bastar, embora eu sinta um puta tesão em me arrancar na pele dele ardentemente só de pensar em tudo o quanto minha síndrome de Mozart me permite divagar. O poder que isso exerce em mim é bom e por ora me parece suficiente. Quero mais? Sim, quem não quer? Mas quem pode mais do que o amor? Absolutamente inguém...

 

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sexo e outras bobageiras


  Eu tenho dois ouvidos graças a Deus. Herdei da evolução de Darwin a capacidade de interligar o mundo comigo através deles e estes são receptores de tudo aquilo que interage [ou tenta] comigo. Infelizmente, mesmo com o porte das micro-cartilagens com um lay-out bonitinho, Deus não instalou um ítem que se fosse de série, me faria a benfazeja de evitar a poluição da minha massa 'encefálica' com disparates sem tamanho, tais quais os que ouvi hoje.

  Uma amiga me falou que the first time de uma mulher deve ser especial. Concordei, até porque se essa 'primeira vez' for feita com um príncipe ao contrário, tipo o Alexandre Frota, poderá traumatizar a xana garota pro resto da vida. Realmente, Kaká: a primeira noite deve sim ser especial.

  A partir dai, fui dialogar com uma outra amiga sobre isso, e eis que ela me solta a pérola mais problemática de todos os tempos.

"A virgindade é uma obrigação e Deus pune as mulheres que não seguem isso"

Eaaaaarrrrrrrrr [onomatopéia de freio] : Deus pu...o que?

  Desconheço esse Deus que manda pro inferno uma garota que se entregua ao namorado/marido/amante por amor. Acho que o pecado está na capacidade de alguém em ferir, manipular, interferir negativamente na vida do outro, e isso é o tipo de coisa que se houver prejuizo, é próprio. Não concordar com a banalidade em cima do sexo não me torna idiossincrática a ponto de achar que irei pro inferno no dia em que for pra baixo de um céu de estrelas e eu teria probleminha se acreditasse nisso.

  Dai, eis que ela se supera e discordando de tudo o quanto eu dizia [sempre embasando os argumentos nos versículos que o pastor ensaiou] mandou um...

''por isso você é solteira! Não será nunca uma princesa !''

Eaaaaaaaaarrrrrbmmmmm [onomatopéia de freio zicado] : eu não serei nunca o que?

  Se você acha que ser princesa é ter um namorado que decora o Al corão com você dentro de um antigo mercadinho ou farmácia que agora recebe uma placa prometendo desencravar unha e espantar espírito, então realmente eu não serei NEM quero ser uma princesa. Sinceramente cara, eu dispenso essa vida de Cinderela, Rapunzel ou Branca de Neve. Minhas unhas [embora eu já tenha #FAIL num casamento com elas] estão sempre bonitas e não tenho vocação pra piniqueira feito a Cindy. Rapunzel usava mega-hair e descobri que isso causa alopécia e que in natura é such more sexy [ui,nega!]. Branca de neve era bulímica e eu gosto mesmo é de comer. Fica você com seu conto de fadas enquanto eu caio na dura [sem trocadilhos again] realidade. E se querem mesmo saber, se é pra ser princesa, que seja a Princesa Sarah, que passa o dia montada no Cavalo de fogo!

O dia em que comi carne


  Como eu disse a vocês, há quase 3 semanas virei vegan. Pra quem não sabe esse é o eufemismo de ''parei de comer carne com a boca'', ou trocando em miudos, vegetariana. Há dias não sabia o que é picanha, linguiça, frango, maminha, coxinha, galinha nem calcinha [pegadinha do malandro!] e sinceramente estava a ponto de enlouquecer. Confesso que quando comia carne, sempre me assolava em seguida um puta arrependimento [menos durante as transmissões dos jogos do Fluminense] por saber que ali jazia um bichinho lindo, e entrava em questionamento [ou como o marlos diria, em loop]. É foda complicado pra alguém que mesmo com as melhores intenções do mundo, sente o corpo clamar pelo pedaço de comida sangrenta assim como a Larissa Riquelme  clama por atenção.
  É dose você ter vivido 23 anos comendo algo que de repente, simplesmente e amargamente [embora reitere a espontânea vontade] lhe é privado, por manifesto da sua consciência certinha de garota virgem que vai pro céu [não por isso #safada]. Hoje, quando vinha pra casa, enfrentei um engarrafamento típico de Recife ou New York: uma porra de uma mulher jumenta conseguiu a 'proeza' de bater no meio fio, engavetando outros sete veículos que por sua[s] vez[es] atrapalharam a vida de advogados, médicos, professores, prostitutas e dessa blogueira que voz fala.   
  Vociferei toda a minha indignação com a buzina e com descidas constantes do carro pra ver se a porra toda o acidente estava pelo menos sendo resolvido e enfim a 'larga' epitácio pessoa desobstruisse. Ao som de 'gostosa' e 'olha a Fluminense como é braba' [porque eu vestia a FARDA pós jogo de quarta] eu sai driblando os carros, no meu salto 9, rebolando mais que globeleza e disposta a pegar briga com o primeiro imbecil que me olhasse torto, só pra me vingar da frustração por não comer carne ha dias. Pra minha infelicidade, ninguém iria discutir com uma gostosa garota de Ray ban embaixo de um sol horrendo, em pleno engarrafamento e voltei pro carro p. da vida. Resultado: durante essa semana em ostracismo carnívoro, me privei da dita cuja, mas depois de quase uma hora levando cantada de pedreiro e ouvindo um cd de mp3 onde misturo Nirvana e Vitor e Léo, joguei a porra toda pro alto, e comi um belo e suculento pedaço de carne!

Me perdoe São Francisco!

Fuck this, i'll be a stripper


  Os velhos olhos vermelhos voltaram, dessa vez com o mundo nas costas e a cidade nos pés. Pra que sofrer se nada é pra sempre? Pra que correr, se nunca me vejo de frente ? Parei de pensar e comecei a sentir. Nada como um dia após dia, uma noite, um mês: os velhos olhos vermelhos voltaram de vez.


  Os velhos olhos vermelhos enganam sem querer. Parecem claros, frios, distantes, não têm nada a perder. Por que se preocupar por tão pouco? por que chorar, se amanhã tudo muda de novo? Parei de pensar e comecei a sentir; Nada como um dia após dia, uma noite, um mês. Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez. Parei de pensar e comecei a sentir. Nada como um dia após dia uma noite, um mês. Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez...

A dor de crescer

 
  Eu sei que o que direi vai soar como um cliché pra lá de piegas, mas vou soltar mesmo assim: crescer dói e implica riscos. Por que será que crescemos fisicamente tão devagar? É justamente para que não seja doloroso como quando crescemos no intelecto e espírito. Quantas e quantas vezes nos vemos atados em nossas impossibilidades e fraquezas, incapazes de avançarmos por pura imaturidade? É ai que a coisa toda começa a doer.
  Eu comecei a sentir essa dor ainda pequena, quando com 5 ou 6 anos perguntei a minha mãe por que a minha garganta embolava a cada vez em que via um pedinte ou um animal abandonado. Ela tentou ao máximo não destruir a minha pseudo infância explicando que aquelas pessoas não estudaram o bastante para que possuissem algo como nós tinhamos e com isso me forçou a crer que ser sempre 'inteligente' fazia toda a diferença. Taí uma coisa que funcionou: aprendi o contrário. As pessoas se dão bem por diversas maneiras mas quase nunca por talento de fato ou brilhantismo. Aqui na Paraiba então, muitos são os casos de apadrinhamentos e coisa e tal e tal e coisa e muita pouca gente se dando bem por méritos. Fico pensando se a culpa toda não é de Deus, do sistema ou minha mesmo, já que eu também tenho a chance de mudar meu destino.Ou será que não?
  Hoje vi que a improdutividade nos leva a pensar mais, por mais paradoxal que seja. Ficar em casa ao invés de gastar minha juventude lá fora  me faz ver que essa porra dessa bunda sentada não resolve nada, a não ser que me case com um marido rico, o que definitivamente não é minha vocação, principalmente porque descobri não levar muita sorte em amores.
Ah e falando nisso, eu confesso que se eu já tivesse jogado na mega, poderia estar rica. Não é que a coisa deu errado de novo? Na verdade nem começou e não haveria por quê dar certo então. Envelheci uns 10 anos e foi ai que a coisa toda começou a doer. Sabe como é evoluir? Isso implica que haverá mudança e se muda, é porque não é mais como antes, como estamos acostumados. Daí pra se sentir um(a) merda é um pulo e de repente te bate a porta, a dor. A dor de dar denovo com os burros n'água, mas não por culpa de ninguém: a culpa é sempre nossa. Ninguém tem a obrigação de nada e por ser taurina, quando enfio algo na cabeça, tudo fode! Fode a paciência, a calmaria e principalmente o coração... A pretensão não pode sobrepor a razão, e isso é fato! Não haverá mais fé...

E por falar em fé, amanhã faço uma fezinha... na mega

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vosê sábi quanto ganha um deputado, moçinhos e moçinhas?

  O suficiente para que você não precise ler o título desse texto, levando em conta que anualmente daria para abrir duas escolas. Êta educação!
  Mas educação pra que, se o cabresto se forma a partir da ignorância, da imbecilidade e do alienamento geral da população que somente se diverte com a política, ignorando o real motivo dela?
  Fico horrorizada com a quantidade de políticos analfabetos tentando a eleição. Fico mais assustada ainda com a cara de pau de alguns que vêm publicamente pedir, quando a ficha na verdade, pede por um banho. Política não é brincadeira, não é diversão e muito menos forma de se conseguir tijolos ou passagens pro interior: um mau político compromete por no mínimo 4 anos a vida de 100.000 vezes a quantidade de pessoas que ele beneficia em seus acordos políticos.
  Hoje é quarta-feira, dia 25 de agosto, um dia comum e sem nenhum brilho ou diferença no cenário nacional. A única diferença é que hoje, impreterivelmente hoje, eu me dispus à assistir ao horário político, analisando com precaução cada um dos retardados candidatos aos mais diversos conchavos cargos.
  Percebi que há uma 'preocupação' por parte dos deputados e senadores em interligar as verbas federais ao convívio da população paraibana, viabilizando uma vida digna, com subsídios importantes e necessários. Na teoria, tudo isso é muito bonito, mas cá entre nós, você acha mesmo que Efraim, Cássio, Wilson e Vitalzinhos da vida estão mesmo preocupados com a contrapartida social gerada [ na teoria ] com os nossos impostos?
  Você sabe quanto ganha um Deputado? Não? Mas é você quem paga. Um deputado ganha o que você talvez não vá ganhar nunca em todo o seu curso trabalhista. Os infelizes parlamentares ganham 12,7 mil por mês, o que daria pra sustentar dignamente 10 famílias. Seus acessores [o que beira aos 5, no mínimo] sem incluir família,  gastam por mês algo em torno de R$50mil, incluindo auxílios de combustível, moradia e passagem aérea e isso se estende ao deputado também. Por ano, o que o deputado ganha e lembrem-se de que são muitos, daria pra viabilizar postos de saúde equipados para atender diariamente a 100 pessoas, incluindo procedimentos cirurgicos simples [fonte: Google]. Mesmo assim, ainda há gente que defende que um deputado mereça ganhar muito mais, posto que em suma, sua obrigação implica num 'adiantamento' dos olhares federais para a sua região.     Na teoria é bem isso o que acontece, mas raciocine : qual foi a última melhoria vista por você nos últimos 8 anos oriunda dos poderes regentes que se revezam ora nas mãos Cunha-Limísticas ou partidárias dos 'Maranhãos'? O que mais me assusta é que as pessoas olham o candidato como quem olha o clube de futebol e vive a eleição como um momento de final de campeonato, enaltecendo o político ignorando a plataforma que ou é fraca ou inexistente. Política não é futebol e se você trata a gestão pública dessa maneira, você tem sérias tendências a comer capim e ser quadrúpede. Um voto hoje significa 4 anos de improdutividade, caso seja impensado, por isso, não votem em quem pede voto: votem em quem se mostra preocupado com o social. Dai você me prgunta: como saber ? É simples: não votem em ninguém que tenha mais do que duas placas pedindo voto por toda a cidade, pois isso implica, que por trás daquele alvoroço todo, daquela festa e rasgação de mentiras em excrescência, tem sempre uma cesta básica, um milheiro de tijolos ou uma dentadura, prontas pra te convencerem de aquela é a melhor opção de voto e de que o coletivo não é tão importante quando dois ou três cargos pra sua família, que com o voto, podem vir a acontecer.

Pensem, mas pensem coletivamente!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A calcinha

  Vou descer as profundezas do sub-mundo [é com hífen?] feminino e dissertar um fato verídico, acontecido na madrugada de ontem pra hoje com uma grandiosamente estúpida [me perdoa, 'Aline'] amiga minha, a qual chamarei nesse post de 'Aline', com a devida autorização da mesma.
A Aline é minha amiga desde os tempos em que a gente se depilava com Gillete azulzinho de supermercado.   Ela e eu temos histórias bizarras de como a mente de uma garota cheia de hormônios e apaixonada pelo popular do colégio, pode atrapalhar a vida e causar a famosa #vergonhaalheia, mas em todo esse tempo que a conheço, não me recordo de algo mais bárbaro, vexatório e hilário, e olha que ela é craque em desastres.
  Pois bem, a Aline começou a vida sexual logo cedo e por isso eu a chamo de 'rainha da escalada' e não peçam o telefone dela. Conheci-a no colégio e desde esse tempo já ouço história de ''como os meninos são sujos e gozam rápido''. A Aline, conseguiu somatizar tudo de mais engraçado já ouvido por mim em nível de sexo desastrado mas confesso que a cada dia ela se supera, tanto que ontem [senta que lá vem a história] ela protagonizou um conto digno de Nelson Rodrigues: a calcinha suja.
Ela recebeu uma ligação ao meio dia [hífem again?] , convidando pra jantar a noite e estender a porra toda no motel. 'Kah, quando o Thi me liga eu molho a calcinha!'. Sentiram o drama?
Sucumbiu ao limbo de passar o resto do dia sem desviar a tensão da piriquita e ansiou pela noite com o tal do Thi [quem é esse thi? Você não me contou dele!] e com o fim de um jejum de quase cinco meses sem sexo [ o qual eu não acredito, te conhecendo, #safada].  Saiu do trabalho, passou na Renner e apostou em duas calcinhas novas: uma vermelha e uma preta - afinal, não sabia com que roupa iria. Se trocou [incluindo banho, retoque na preciosa e ritual de cremes] e esperou que o tal do Thi chegasse.
  Às 20h o dito cujo chegou no tal ''carro maneiro que não sei o nome''. A julgar a tensão dela [a qual conheço bem quando está nervosa] imagino a cena: um cara cheio de tesão tentando disfarçar no sorriso e ela amarelando o olhar, falando sem parar do dia de trabalho. Dito e feito: ela tagarelou até a adega do alfredo [#chique] e ao chegar lá, mesmo morrendo de fome, pediu 'algo de camarão', com medo de dar indigestão

-Você não tá com fome?
-Nada!
-Olha lá hein que a noite é longa!

Rá! Quando ela me disse isso, dissertou também sobre o nervosismo que a assolava, tornando tudo dentro das paredes do intestino, em uma verdadeira bomba. Peidos, leiam 'peidos'.

-Eu comi umas bobagens hoje, nem tô com fome!

Mentirosa! Ela só não come mais do que eu porque isso é humanamente impossível. Enfim, jantaram e quando ele pediu a conta, eis que o prenúncio foi formado, com porções de metano e camarão.

''blooooooorgh''

"Essa não!" - A barriga emitia um sinal de que algo lá dentro não funcionou como o desejado, e a coisa toda corria pro tenebroso. O organismo sensível da minha amiga não foi com a cara do tal prato de camarão e agora ela peidava silenciosamente.
Eis que saem da adega, e enquanto se encaminham pro carro, a terceira guerra mundial eclode!

'puuum'

Hahahah ri horrores quando ela disse: 'Kah, parecia aquele peido do tio ...
Vocês sabem quantos pontos custa um peido na paquera? Uns mil! Mulher só peida depois de uns 5 anos de namoro e olhe lá...

-O que foi isso, Aline?
-Acho que foi o salto!

Danada! Salto era o que você queria que fosse! A barriga fazia sons estranhos e quando entraram no carro, o ar condicional sentenciou o que ela temia; ficar sem poder pôr pra fora o que dentro incomodava.
Ela descreveu o caminho até o Pigalle como algo tipo ''a mistura do apocalipse com a Ponte Preta em dia de sexta. Pra quem não sabe, PP é um submundo promíscuo da pior espécie de entretenimento da capital paraibana.
Quando estacionaram, ela desceu do carro soltando todos os puns acumulados do caminho da adega [ tambaú ] até o motel [est. de cabedelo - é, eu sei onde é!]. Morria de vergonha que ele ouvisse e por isso tagarelava a medida em que peidava!
Mas o pior ainda estava por vir. Ainda no estacionamento, quando a pegação enfim começou, ela esqueceu do desarranjo intestinal e meteu 'língua pra cima'. Beijos pra cá, pra lá e enfim sobem as escadas do motel [ela me contou que tem escada, hahahah - mentira, eu sabia] em direção ao quarto. Entram e mal abrem a porta e começam a se pegar de novo. O Thi ansioso não parecia querer esperar e a jogou na cama, tirando a calça e lambendo as coxas dela. Enquanto a Aline viajava na hellman's, o cara pára, e eis que olha pra ela com cara de nojo e solta a pérola mais engraçada da minha vida...

'A calcinha tá cagada?'

Huhauheuhuahuehuhua putaqueopariu fela da puta! Precisava anunciar nos auto falantes do maracanã pra todo mundo ouvir? A pobre se desconsertou, e levantando da cama viu a horrorosa freada exposta na calcinha vermelha ( x ) que comprara ainda aquela noite. Saiu correndo e foi se lavar no banheiro, mas nada a impediu de ter uma crise de risos. Imagino a cena...

Jogou a calcinha fora [porque mulher que coleciona calcinha com freada tem probleminha!] e voltou devidamente asseada pro embate corporal. Pediu desculpas e continuou na chupação pegação, até que o pior da noite veio a acontecer...
Enquanto ambos proporcionavam um prazer mútuo [redundannnnte, garota] com a boca [#69rules], a coisa toda pipocou: no frenesi do gozo, ela peidou na cara dele...

Sei que a essa altura, ou você se cagou de rir ou de nojo [opção 1]. O mais incrível com tudo isso, foi como ele abordou o peido...

-tá perdoada. Senti o peido no carro também!

Alguém tem noção desse mico?

Hahahahhaha! Já não se fazem mais mulheres como antigamente!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Outras línguas virão!


  Pra quem achava que eu ia por frase de corno desmamado no msn ou ouvir Victor e Léo, meus pêsames. As alvíssaras não vieram e eu levei um fora! Tá rindo né? Mas bah, quem nunca levou? Acho que até ele já deve ter levado e embora eu não costume colecionar tocos, posto que sou sempre que os dou, eu tô legal. Foda é aguentar a dor do quase, pois eu até que levava fé em ouvir um ''eu também''. Mas neeem, ouvi aquele discurso politicamente correto de quem quer magoar o mínimo possível, só que nessa escola eu sou a diretora e sei bem como funciona. Ele tem culpa? Claro que não gente! Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, nem mais nem menos e se querem saber de sexta pra cá magoei duas pessoas da mesma maneira como sai magoada, mesmo ele não tendo culpa. A única coisa chata é ouvir a porra do capiroto do lado esquerdo me dizendo ''bem que eu te avisei!''. Baah viu anjinho, pra que fui na tua mané?
  Enfim, com isso uma coisa boa: aprendi que não dói tanto assim ser sincera. Sei que parece desculpa de quem está homericamente arrasada, mas ele no fim das contas, perde pra kct, porque eu, mesmo sendo uma versão de buceta do Rambo, sou legal! Depois do fora que levei do Réggio acho que fiquei amortecida e a porra toda não dó mais. Viva o Reggio!
  O que sei é que continuo gostando dele, porque a coisa não se encerra agora. Na verdade demora um tiquinho mas eu não sofro de abstinência. É nesse momento que tudo começa, porque afinal de contas, outras línguas virão.

domingo, 22 de agosto de 2010

Diário de uma vegetariana fã de Led Zeppelin


  Hoje eu arrumei meu guarda-roupa e desafoguei tudo que entupia a aorta dele. Percebi que para os meus dois pés eu tenho exatos 45 pares de sapato os quais 30 deles estão esperando ''a oportunidade'' de sair às ruas. A minha bota de femme fatale descolou embaixo e eu ri disso, mesmo tendo pagado [é 'pagado' e não 'pago'] quase 100 euros nela [porque ela é importada]. Dentre os 30, tem sapato que não uso há meses e parei pra pensar: o que eu tô fazendo com tanta coisa guardada?
 Quem é mulher sabe: peças em promoção e lançamentos a gente compra mesmo sabendo que irá ficar empacado em casa esperando uma chance de se exibir usar. Mas raciocinando um pouquinho, não há tanta necessidade assim de tanto sapato e pensando cá com meus botões, eu vou doá-los. Doar algo que se tem em boa qualidade é um ato bacana e não tô me fazendo de altruista pra confirmar o que mais abaixo dissertarei não, só tô sendo sincera. Às vezes a gente estoca 'alimento pro inverno' e esquece que a fome bate é agora. Tá na hora de dar...
  E por falar em dar [sem trocadilhos], venho refletindo um pouco sobre o que venho fazendo da minha vida. Estoquei sentimento pro inverno e esqueci que ele acontece agora. Tenho e quem me conhece sabe que é verdade, uma absurda mania de esconder o que cá dentro bate de uma maneira quase sobrenatural. É como se eu travasse de tal forma que as palavras fream na língua e ao invés de ''gosto de você" eu digo ''gol do Cruzeiro''. Sabe quando você passou a vida inteira acreditando que essa era a forma correta de viver? Pois é, essa é a minha grande mentira a qual eu mesma tô me contando a verdade: eu não sou tão durona quanto julgo ser, embora eu seja tá? Passei a vida me privando de abraços e carinhos por julgá-los patéticos e desnecessários e também porque morria de vergonha e agora percebo que perdi a melhor parte da vida por ser rispidamente medrosa e orgulhosa. Decidi então agora deixar que a coisa toda FLUa e os sapatos me ajudaram a enxergar isso: dar a nossa melhor parte sem apegos ou medo de se arrepender depois. A julgar que a minha melhor parte eu guardei ''no guarda-roupa'' esperando uma boa oportunidade de usar, percebo que foi burrice, sandice, quando tudo o que eu mais queria era deixar que você soubesse quão especial é [bah, comecei a enrolar!]. Parafraseando literalmente o Nando Reis foi pra você que eu guardei essa coisa toda que eu nunca soube meeeesmo dar, por medo, insegurança ou porque tava chovendo. Não sei! São muitas as causas e poucas as respostas. Uma coisa que tive e vi sem conseguir provar, mostrar e dar. Foi pra você que guardei o amor que eu quero um dia estar a viver, sabe? Se você acolher o que ele tem e traz implica que eu serei a garota mais estupidamente feliz do mundo e que você não precisa se casar comigo amanhã: significa apenas que eu quero sentir como é essa coisa toda da bilateralidade, já que uma vez  me atrevi a andar por esses caminhos e me levei um pipoco no chão. Não significa que precise ser imediato, nem sensato, afinal não coadunamos geograficamente do mesmo lugar e no momento a coisa toda não tem muita chance de se concretizar, mas mesmo assim eu preciso fazer acreditar que pode, porque aqui dentro existe e se isso não for o bastante é 50%, já que precisa também existir em você! Se não for o mesmo pra você, fazer o que? É pra mim e eu quero te dar a melhor parte de mim. Guardei, sem ter por que e por medo, mas preciso aprender a me desgarrar desse maldito orgulho que não me permite 'fraquejar', além de não saber como fazer pra ter um jeito só meu o qual você já conhece meu de mostrar. Achei , vendo em você, mesmo com as impossibilidades e a vergonha, e explicação nenhuma isso requer, pois meu coração bateu forte e ardeu: fudeu! No fogo o gelo queimou e eu agora só quero entender porque é que a minha barriga ferve toda vez que penso em você! Resumidamente, eu percebi que 'tô parada na sua' e parece que toda vez que tento te mostrar isso, mais fria eu sou, só que dessa vez pretendo chegar até o fim e te fazer sabedor. Gostar de você é como a minha vontade escondida de cantar e eu canto bem, hein? e tudo o que tenho dito nesse texto é como uma inscrição num concurso de calouros onde 'eu' sou a integrante nervosa. Vivemos num mundo meio maluco onde a gente corre e corre mas no fim só o que importa é o amor que a gente deixa no outro. Me desculpa por vomitar tudo isso num texto mas se fosse ao vivo eu poderia enrolar mais do que dizer a verdade, e a verdade é que eu adoro você e tô a um passo de te tatuar no meu coração, o que eu sinceramente pensei que fosse impossível, me conhecendo e sabendo quão durona tenho sido. Isso tudo serve pra te fazer enxergar apenas que eu tô aqui e não que eu te obrigo a estar aqui. Só queria desafogar esse mar de sensações que me habitam e te fazer conhecer o que só, somente só, ao vivo, posso te deixar ver, e sentir. Da próxima vez em que a gente se vir, prometo estar "a 100%"...

E se tudo isso não serviu pra te mostrar que eu gosto de você e que eu quero tentar fazer valer, acho que nem se eu mudasse de time, provaria!