quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nicks de Orkut, Zezé di Camargo e miguxos!


  No mundo real [e isso exclui a existência de redes sociais] onde as pessoas não têm photoshop na cara e o seu "who i am" é completamente enfadonho porque não dá pra fazer uso do google o tempo inteiro, a realidade a qual somos fadados a viver nem sempre é tão bonita quanto no Orkut.
  As pessoas pensam que para se ter sucesso numa relação que se inicia [seja ela ágape ou eros - e se não entender, vai ao Google - não importa], fazer uso da imagem 'cult' no fim das contas pesa favoravelmente na hora em que o intuito é conquistar o outro. Não adianta nada, jogar no google "frases interessantes", encontrar Dostoievisk e colar no nick  do msn se você pensa que Irmãos Karamazov são uma espécie de dupla de contorcionistas do Circo Pinga Fogo que faz turnê em seu bairro ou uma dupla de irmãos de Barretos que canta sertanejo. Não há mal nenhum se você não entende de economia, bolsa de valores ou literatura clássica, caso você realmente não entenda e não tenha gosto pra coisa. É preciso ser simples e não há nada mais feio do que 'fazer a íntima' quando na verdade você queria era gritar pro mundo inteiro que é fã de Zezé di camargo [NOT!] e que gosta mesmo de ler é TI TI TI + Contigo! ao invés de se lançar nos arautos da história.  Tô cansada das pessoas prontas, que agem como mandam as revistas de relacionamentos e que usam gírias cyber no cotidiano como se fosse a coisa mais cool do mundo [isso é um exemplo]. A naturalidade ficou para trás e as pessoas interpretam o tempo inteiro. Se pegam uma taça, o fazem como se as câmeras da Globo estivessem focadas em seus rostos, se transam, pensam que estão numa cena de 'Instinto Selvagem' onde a puta atriz Sharon vive uma fogosa assassina.
  Destarte, fica claro que vivemos no mundo dos fingimentos, onde pessoas reais não vivem: interpretam. Concordo  que a vida é um jogo de valores e cabe a você instituir o seu, mas será mesmo necessário todo esse fingimento?
  A vida real não é Serginho BBB, a vida real é Tiririca!

sábado, 23 de outubro de 2010

Meus pequenos tricolores

   A alegria do nascimento é inenarrável










quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Edital para provimento de cargo namoratício

[O que no meu caso é quase sempre! Rá!]
  
   Há uma lei intríseca que rege relacionamentos : afinidade.
De acordo com o dicionário, 'afinidade' nada mais é do que...


s.f. Conformidade, aproximação, relação, simpatia: afinidade de gostos, de caracteres; afinidade entre a música e a poesia
    
     Exceto quanto ao sexo, para que a relação perdure, é necessário um mínimo de afinidade entre os seres. Você já ouviu dizer que alguém completamente diferente do outro conseguiu sustentar uma relaçao?
     A Luh Mahé diz que sou burra, chata, abusada, 'escolhona' demais entre outros verbetes que não irei elencar nesse post. Analisando mais um tiquinho, pode até ser que ela tenha lá suas razões, mas qual ser em sã consciência vai abrir as pernas as portas do coração para um outro alguém completamente avesso? Veja bem: a beleza das diferenças têm limite! Não to me referindo à cor de pele, gosto musical ou se prefere ficar em cima ou embaixo na hora do vuco vuco, eu tô falando é das afinidades intrísecas do início do texto, quais são planos, intenções, desejos, metas e principalmente vontade de amar, se entregar.
  Se existisse um prelúdio contratual, uma espécie de Edital para que as pessoas soubessem quais as características pessoais mínimas para que a coisa toda evolua, talvez a coisa fosse tão mais fácil. Parece blefe, mas eu gostaria que os caras que me propõem namoro sem que eu sinta o mínimo de interesse por eles, tivessem a noção de quão desagradável é, ter que admitir que certamente estou fadada à solidão e que também eles não me encantam nem 1% do que os meus olhos cegos gostariam de enxergar. O Léo diz que sou um macho de saias e ele tem lá suas razões para isso, mas é fato mesmo que eu não sou um ser muito fácil de me encantar, e geralmente quando isso acontece, o cara é tão pateta que me deixa escapar...
   Resumindo, a coisa tá feia pro meu lado. Se indenizada eu fosse por não corresponder os sentimentos dos outros, estaria bem rica, usando colcci até pra dormir [coisa de pobre em ascenção, usar Colcci]. Afinidade, meu Deus... Afinidade é a única coisa que eu quero!
 
  1. Da afinidade
1.1- É preciso um mínimo de apreço, aquilo invisível, que eclode quando os olhos se cruzam
1.2- Afinidade implica também química, aquilo invisível outrossim, e pouco provável de acontecer quando do outro lado está ''eu''.
1.3- Os caminhos precisam pelo mínimo possivel, interligar o que vem a ser interesse dos dois;
 
   2. Das coisas que eu não suporto
2.1- É regra clara que eu odeio ser posta de lado, datavenia que meu ego é maior do que a bacia hidrográfica da patagônia central do canal de vênus galático, ou seja: é tão grande que nem os cientistas descobriram ainda graças aos seus incompetentes binóculos.
2.2-  Odeio que peguem no meu pé, já que nasci de 7 meses porque não suportei aquele útero enchendo meu saco o tempo todo, me empurrando comida. Dieta eu faço desde que era um embrião.
2.3-   O fato de eu não ligar não signifca que não me importo: não tenho saco sempre!
 
   3. Daquilo que eu quero!
        Homem não me falta, o que me falta é amor!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre a dor

  Tá tudo bem, porque eu adoro quando a dor me consome, pois ultimamente é a unica forma de sentir alguma coisa pulsando dentro de mim e saber que ainda estou viva. Não sei o que fiz para merecer o status de insensível, dissimulada e escrota, mas eu devo mesmo ser tudo isso, a considerar as vezes onde ouvi isso calada, sem responder devidamente. Tá tudo bem, porque os bandidos de verdade roubavam por uma causa nobre, que não fosse apenas bel prazer. Tá tudo bem, tá tudo muito bem!

domingo, 3 de outubro de 2010

Jesus Cristo, Dilma Roussef e quase duzentos milhões de analfabetos funcionais

  Perder a fé nas pessoas faz parte do processo de amadurecimento. Não conheço uma pessoa sequer que tenha aprendido a arte de crescer sem ter perdido a esperança no agir correto de outrém. Faz parte do mundo.
  Faz parte também desse processo, encarar a realidade como algo inevitável e indubitável: o homem fraqueja a medida em que ele mesmo não consegue resolver. É muito fácil delegarmos responsabilidades aos outros quando nós mesmo é quem deveríamos estar a frente de toda a revolução. Hoje, dia 03 de Outubro, o país inteiro se mobiliza para enriquecer por mais quatro anos, 27 governadores, 1 presidente e outros tantos de senadores e deputados que ao longo de suas gestões, irão angariar benefícios familiares e próprios de quem recebe o título maior do poder público da união.
  Gestão significa 'ação de gerir'. Não é bem uma palavra conhecida da maioria da população,  porque a própria população fez questão de exclui-la de seu dialeto corriqueiro, por se omitir deverasmente a cada vez em que é solicitada. Vejo muita gente reclamando que governadores, presidentes e vereadores nada fazem pela contrapartida social, tão garantida pela constituinte como esquecida pelo legislativo, mas na hora em que o poder, conferido ao povo, de mudar a situação é convocado, a nação se vende por pouca coisa, ora por emprego, ora por 100 reais. Fico tentando entender até onde iremos, até onde ignoraremos candidatos a altura de um cargo máximo a presidente, como o Plínio, só porque não atende aos padrões estéticos que a maioria dos ignorantes chamados brasileiros, gostariam, enquanto uma certa senhora, garantida pelo cabresto eleitoral de bolsas, politicamente conhecida como subsídio social, perpetuará um governo de desenvolvimento, mas também de muita falcatrua e sujeira. É fato que consumamos numa democracia, terra onde decidimos o futuro de nossa nação, onde bebemos da fonte a qual muitos perderam a vida tentando instaurá-la, e graças a eles temos a chance de decidirmos o que será bom ou não para o nosso país, mas até quando pessoas medíocres, ignorantes e 'vendáveis' serão responsáveis pelo destino dos outros? Até quando veremos uma população coagida pelo coronelismo, votando a cada 4 anos? Aqui na Paraiba, a vergonha se alastra, ano após ano, eleição após eleição. Vejo muita gente com vontade de fazer, de mudar e de tentar evoluir o segundo estado com o pior índice de desenvolvimento de toda a federação, mas vejo também muita gente ignorante, que se submete a vontade de uma minoria plutocrática, que com seus carrões, sons de três andares e bandeiras coloridas, enfeitam a nossa pequena cidade de cidadãos burros e vendidos, que se corrompem por tão pouca coisa, esquecendo que no coletivo, muito mais vale se desprender de certos benefícios para que num futuro próximo, todos possam gozar daquilo que nos foi garantido pela Constituição e por Jesus Cristo rei do UNIVERSO!