quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Sexo e outras bobageiras


  Eu tenho dois ouvidos graças a Deus. Herdei da evolução de Darwin a capacidade de interligar o mundo comigo através deles e estes são receptores de tudo aquilo que interage [ou tenta] comigo. Infelizmente, mesmo com o porte das micro-cartilagens com um lay-out bonitinho, Deus não instalou um ítem que se fosse de série, me faria a benfazeja de evitar a poluição da minha massa 'encefálica' com disparates sem tamanho, tais quais os que ouvi hoje.

  Uma amiga me falou que the first time de uma mulher deve ser especial. Concordei, até porque se essa 'primeira vez' for feita com um príncipe ao contrário, tipo o Alexandre Frota, poderá traumatizar a xana garota pro resto da vida. Realmente, Kaká: a primeira noite deve sim ser especial.

  A partir dai, fui dialogar com uma outra amiga sobre isso, e eis que ela me solta a pérola mais problemática de todos os tempos.

"A virgindade é uma obrigação e Deus pune as mulheres que não seguem isso"

Eaaaaarrrrrrrrr [onomatopéia de freio] : Deus pu...o que?

  Desconheço esse Deus que manda pro inferno uma garota que se entregua ao namorado/marido/amante por amor. Acho que o pecado está na capacidade de alguém em ferir, manipular, interferir negativamente na vida do outro, e isso é o tipo de coisa que se houver prejuizo, é próprio. Não concordar com a banalidade em cima do sexo não me torna idiossincrática a ponto de achar que irei pro inferno no dia em que for pra baixo de um céu de estrelas e eu teria probleminha se acreditasse nisso.

  Dai, eis que ela se supera e discordando de tudo o quanto eu dizia [sempre embasando os argumentos nos versículos que o pastor ensaiou] mandou um...

''por isso você é solteira! Não será nunca uma princesa !''

Eaaaaaaaaarrrrrbmmmmm [onomatopéia de freio zicado] : eu não serei nunca o que?

  Se você acha que ser princesa é ter um namorado que decora o Al corão com você dentro de um antigo mercadinho ou farmácia que agora recebe uma placa prometendo desencravar unha e espantar espírito, então realmente eu não serei NEM quero ser uma princesa. Sinceramente cara, eu dispenso essa vida de Cinderela, Rapunzel ou Branca de Neve. Minhas unhas [embora eu já tenha #FAIL num casamento com elas] estão sempre bonitas e não tenho vocação pra piniqueira feito a Cindy. Rapunzel usava mega-hair e descobri que isso causa alopécia e que in natura é such more sexy [ui,nega!]. Branca de neve era bulímica e eu gosto mesmo é de comer. Fica você com seu conto de fadas enquanto eu caio na dura [sem trocadilhos again] realidade. E se querem mesmo saber, se é pra ser princesa, que seja a Princesa Sarah, que passa o dia montada no Cavalo de fogo!

O dia em que comi carne


  Como eu disse a vocês, há quase 3 semanas virei vegan. Pra quem não sabe esse é o eufemismo de ''parei de comer carne com a boca'', ou trocando em miudos, vegetariana. Há dias não sabia o que é picanha, linguiça, frango, maminha, coxinha, galinha nem calcinha [pegadinha do malandro!] e sinceramente estava a ponto de enlouquecer. Confesso que quando comia carne, sempre me assolava em seguida um puta arrependimento [menos durante as transmissões dos jogos do Fluminense] por saber que ali jazia um bichinho lindo, e entrava em questionamento [ou como o marlos diria, em loop]. É foda complicado pra alguém que mesmo com as melhores intenções do mundo, sente o corpo clamar pelo pedaço de comida sangrenta assim como a Larissa Riquelme  clama por atenção.
  É dose você ter vivido 23 anos comendo algo que de repente, simplesmente e amargamente [embora reitere a espontânea vontade] lhe é privado, por manifesto da sua consciência certinha de garota virgem que vai pro céu [não por isso #safada]. Hoje, quando vinha pra casa, enfrentei um engarrafamento típico de Recife ou New York: uma porra de uma mulher jumenta conseguiu a 'proeza' de bater no meio fio, engavetando outros sete veículos que por sua[s] vez[es] atrapalharam a vida de advogados, médicos, professores, prostitutas e dessa blogueira que voz fala.   
  Vociferei toda a minha indignação com a buzina e com descidas constantes do carro pra ver se a porra toda o acidente estava pelo menos sendo resolvido e enfim a 'larga' epitácio pessoa desobstruisse. Ao som de 'gostosa' e 'olha a Fluminense como é braba' [porque eu vestia a FARDA pós jogo de quarta] eu sai driblando os carros, no meu salto 9, rebolando mais que globeleza e disposta a pegar briga com o primeiro imbecil que me olhasse torto, só pra me vingar da frustração por não comer carne ha dias. Pra minha infelicidade, ninguém iria discutir com uma gostosa garota de Ray ban embaixo de um sol horrendo, em pleno engarrafamento e voltei pro carro p. da vida. Resultado: durante essa semana em ostracismo carnívoro, me privei da dita cuja, mas depois de quase uma hora levando cantada de pedreiro e ouvindo um cd de mp3 onde misturo Nirvana e Vitor e Léo, joguei a porra toda pro alto, e comi um belo e suculento pedaço de carne!

Me perdoe São Francisco!

Fuck this, i'll be a stripper


  Os velhos olhos vermelhos voltaram, dessa vez com o mundo nas costas e a cidade nos pés. Pra que sofrer se nada é pra sempre? Pra que correr, se nunca me vejo de frente ? Parei de pensar e comecei a sentir. Nada como um dia após dia, uma noite, um mês: os velhos olhos vermelhos voltaram de vez.


  Os velhos olhos vermelhos enganam sem querer. Parecem claros, frios, distantes, não têm nada a perder. Por que se preocupar por tão pouco? por que chorar, se amanhã tudo muda de novo? Parei de pensar e comecei a sentir; Nada como um dia após dia, uma noite, um mês. Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez. Parei de pensar e comecei a sentir. Nada como um dia após dia uma noite, um mês. Os velhos olhos vermelhos voltaram de vez...

A dor de crescer

 
  Eu sei que o que direi vai soar como um cliché pra lá de piegas, mas vou soltar mesmo assim: crescer dói e implica riscos. Por que será que crescemos fisicamente tão devagar? É justamente para que não seja doloroso como quando crescemos no intelecto e espírito. Quantas e quantas vezes nos vemos atados em nossas impossibilidades e fraquezas, incapazes de avançarmos por pura imaturidade? É ai que a coisa toda começa a doer.
  Eu comecei a sentir essa dor ainda pequena, quando com 5 ou 6 anos perguntei a minha mãe por que a minha garganta embolava a cada vez em que via um pedinte ou um animal abandonado. Ela tentou ao máximo não destruir a minha pseudo infância explicando que aquelas pessoas não estudaram o bastante para que possuissem algo como nós tinhamos e com isso me forçou a crer que ser sempre 'inteligente' fazia toda a diferença. Taí uma coisa que funcionou: aprendi o contrário. As pessoas se dão bem por diversas maneiras mas quase nunca por talento de fato ou brilhantismo. Aqui na Paraiba então, muitos são os casos de apadrinhamentos e coisa e tal e tal e coisa e muita pouca gente se dando bem por méritos. Fico pensando se a culpa toda não é de Deus, do sistema ou minha mesmo, já que eu também tenho a chance de mudar meu destino.Ou será que não?
  Hoje vi que a improdutividade nos leva a pensar mais, por mais paradoxal que seja. Ficar em casa ao invés de gastar minha juventude lá fora  me faz ver que essa porra dessa bunda sentada não resolve nada, a não ser que me case com um marido rico, o que definitivamente não é minha vocação, principalmente porque descobri não levar muita sorte em amores.
Ah e falando nisso, eu confesso que se eu já tivesse jogado na mega, poderia estar rica. Não é que a coisa deu errado de novo? Na verdade nem começou e não haveria por quê dar certo então. Envelheci uns 10 anos e foi ai que a coisa toda começou a doer. Sabe como é evoluir? Isso implica que haverá mudança e se muda, é porque não é mais como antes, como estamos acostumados. Daí pra se sentir um(a) merda é um pulo e de repente te bate a porta, a dor. A dor de dar denovo com os burros n'água, mas não por culpa de ninguém: a culpa é sempre nossa. Ninguém tem a obrigação de nada e por ser taurina, quando enfio algo na cabeça, tudo fode! Fode a paciência, a calmaria e principalmente o coração... A pretensão não pode sobrepor a razão, e isso é fato! Não haverá mais fé...

E por falar em fé, amanhã faço uma fezinha... na mega

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Vosê sábi quanto ganha um deputado, moçinhos e moçinhas?

  O suficiente para que você não precise ler o título desse texto, levando em conta que anualmente daria para abrir duas escolas. Êta educação!
  Mas educação pra que, se o cabresto se forma a partir da ignorância, da imbecilidade e do alienamento geral da população que somente se diverte com a política, ignorando o real motivo dela?
  Fico horrorizada com a quantidade de políticos analfabetos tentando a eleição. Fico mais assustada ainda com a cara de pau de alguns que vêm publicamente pedir, quando a ficha na verdade, pede por um banho. Política não é brincadeira, não é diversão e muito menos forma de se conseguir tijolos ou passagens pro interior: um mau político compromete por no mínimo 4 anos a vida de 100.000 vezes a quantidade de pessoas que ele beneficia em seus acordos políticos.
  Hoje é quarta-feira, dia 25 de agosto, um dia comum e sem nenhum brilho ou diferença no cenário nacional. A única diferença é que hoje, impreterivelmente hoje, eu me dispus à assistir ao horário político, analisando com precaução cada um dos retardados candidatos aos mais diversos conchavos cargos.
  Percebi que há uma 'preocupação' por parte dos deputados e senadores em interligar as verbas federais ao convívio da população paraibana, viabilizando uma vida digna, com subsídios importantes e necessários. Na teoria, tudo isso é muito bonito, mas cá entre nós, você acha mesmo que Efraim, Cássio, Wilson e Vitalzinhos da vida estão mesmo preocupados com a contrapartida social gerada [ na teoria ] com os nossos impostos?
  Você sabe quanto ganha um Deputado? Não? Mas é você quem paga. Um deputado ganha o que você talvez não vá ganhar nunca em todo o seu curso trabalhista. Os infelizes parlamentares ganham 12,7 mil por mês, o que daria pra sustentar dignamente 10 famílias. Seus acessores [o que beira aos 5, no mínimo] sem incluir família,  gastam por mês algo em torno de R$50mil, incluindo auxílios de combustível, moradia e passagem aérea e isso se estende ao deputado também. Por ano, o que o deputado ganha e lembrem-se de que são muitos, daria pra viabilizar postos de saúde equipados para atender diariamente a 100 pessoas, incluindo procedimentos cirurgicos simples [fonte: Google]. Mesmo assim, ainda há gente que defende que um deputado mereça ganhar muito mais, posto que em suma, sua obrigação implica num 'adiantamento' dos olhares federais para a sua região.     Na teoria é bem isso o que acontece, mas raciocine : qual foi a última melhoria vista por você nos últimos 8 anos oriunda dos poderes regentes que se revezam ora nas mãos Cunha-Limísticas ou partidárias dos 'Maranhãos'? O que mais me assusta é que as pessoas olham o candidato como quem olha o clube de futebol e vive a eleição como um momento de final de campeonato, enaltecendo o político ignorando a plataforma que ou é fraca ou inexistente. Política não é futebol e se você trata a gestão pública dessa maneira, você tem sérias tendências a comer capim e ser quadrúpede. Um voto hoje significa 4 anos de improdutividade, caso seja impensado, por isso, não votem em quem pede voto: votem em quem se mostra preocupado com o social. Dai você me prgunta: como saber ? É simples: não votem em ninguém que tenha mais do que duas placas pedindo voto por toda a cidade, pois isso implica, que por trás daquele alvoroço todo, daquela festa e rasgação de mentiras em excrescência, tem sempre uma cesta básica, um milheiro de tijolos ou uma dentadura, prontas pra te convencerem de aquela é a melhor opção de voto e de que o coletivo não é tão importante quando dois ou três cargos pra sua família, que com o voto, podem vir a acontecer.

Pensem, mas pensem coletivamente!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A calcinha

  Vou descer as profundezas do sub-mundo [é com hífen?] feminino e dissertar um fato verídico, acontecido na madrugada de ontem pra hoje com uma grandiosamente estúpida [me perdoa, 'Aline'] amiga minha, a qual chamarei nesse post de 'Aline', com a devida autorização da mesma.
A Aline é minha amiga desde os tempos em que a gente se depilava com Gillete azulzinho de supermercado.   Ela e eu temos histórias bizarras de como a mente de uma garota cheia de hormônios e apaixonada pelo popular do colégio, pode atrapalhar a vida e causar a famosa #vergonhaalheia, mas em todo esse tempo que a conheço, não me recordo de algo mais bárbaro, vexatório e hilário, e olha que ela é craque em desastres.
  Pois bem, a Aline começou a vida sexual logo cedo e por isso eu a chamo de 'rainha da escalada' e não peçam o telefone dela. Conheci-a no colégio e desde esse tempo já ouço história de ''como os meninos são sujos e gozam rápido''. A Aline, conseguiu somatizar tudo de mais engraçado já ouvido por mim em nível de sexo desastrado mas confesso que a cada dia ela se supera, tanto que ontem [senta que lá vem a história] ela protagonizou um conto digno de Nelson Rodrigues: a calcinha suja.
Ela recebeu uma ligação ao meio dia [hífem again?] , convidando pra jantar a noite e estender a porra toda no motel. 'Kah, quando o Thi me liga eu molho a calcinha!'. Sentiram o drama?
Sucumbiu ao limbo de passar o resto do dia sem desviar a tensão da piriquita e ansiou pela noite com o tal do Thi [quem é esse thi? Você não me contou dele!] e com o fim de um jejum de quase cinco meses sem sexo [ o qual eu não acredito, te conhecendo, #safada].  Saiu do trabalho, passou na Renner e apostou em duas calcinhas novas: uma vermelha e uma preta - afinal, não sabia com que roupa iria. Se trocou [incluindo banho, retoque na preciosa e ritual de cremes] e esperou que o tal do Thi chegasse.
  Às 20h o dito cujo chegou no tal ''carro maneiro que não sei o nome''. A julgar a tensão dela [a qual conheço bem quando está nervosa] imagino a cena: um cara cheio de tesão tentando disfarçar no sorriso e ela amarelando o olhar, falando sem parar do dia de trabalho. Dito e feito: ela tagarelou até a adega do alfredo [#chique] e ao chegar lá, mesmo morrendo de fome, pediu 'algo de camarão', com medo de dar indigestão

-Você não tá com fome?
-Nada!
-Olha lá hein que a noite é longa!

Rá! Quando ela me disse isso, dissertou também sobre o nervosismo que a assolava, tornando tudo dentro das paredes do intestino, em uma verdadeira bomba. Peidos, leiam 'peidos'.

-Eu comi umas bobagens hoje, nem tô com fome!

Mentirosa! Ela só não come mais do que eu porque isso é humanamente impossível. Enfim, jantaram e quando ele pediu a conta, eis que o prenúncio foi formado, com porções de metano e camarão.

''blooooooorgh''

"Essa não!" - A barriga emitia um sinal de que algo lá dentro não funcionou como o desejado, e a coisa toda corria pro tenebroso. O organismo sensível da minha amiga não foi com a cara do tal prato de camarão e agora ela peidava silenciosamente.
Eis que saem da adega, e enquanto se encaminham pro carro, a terceira guerra mundial eclode!

'puuum'

Hahahah ri horrores quando ela disse: 'Kah, parecia aquele peido do tio ...
Vocês sabem quantos pontos custa um peido na paquera? Uns mil! Mulher só peida depois de uns 5 anos de namoro e olhe lá...

-O que foi isso, Aline?
-Acho que foi o salto!

Danada! Salto era o que você queria que fosse! A barriga fazia sons estranhos e quando entraram no carro, o ar condicional sentenciou o que ela temia; ficar sem poder pôr pra fora o que dentro incomodava.
Ela descreveu o caminho até o Pigalle como algo tipo ''a mistura do apocalipse com a Ponte Preta em dia de sexta. Pra quem não sabe, PP é um submundo promíscuo da pior espécie de entretenimento da capital paraibana.
Quando estacionaram, ela desceu do carro soltando todos os puns acumulados do caminho da adega [ tambaú ] até o motel [est. de cabedelo - é, eu sei onde é!]. Morria de vergonha que ele ouvisse e por isso tagarelava a medida em que peidava!
Mas o pior ainda estava por vir. Ainda no estacionamento, quando a pegação enfim começou, ela esqueceu do desarranjo intestinal e meteu 'língua pra cima'. Beijos pra cá, pra lá e enfim sobem as escadas do motel [ela me contou que tem escada, hahahah - mentira, eu sabia] em direção ao quarto. Entram e mal abrem a porta e começam a se pegar de novo. O Thi ansioso não parecia querer esperar e a jogou na cama, tirando a calça e lambendo as coxas dela. Enquanto a Aline viajava na hellman's, o cara pára, e eis que olha pra ela com cara de nojo e solta a pérola mais engraçada da minha vida...

'A calcinha tá cagada?'

Huhauheuhuahuehuhua putaqueopariu fela da puta! Precisava anunciar nos auto falantes do maracanã pra todo mundo ouvir? A pobre se desconsertou, e levantando da cama viu a horrorosa freada exposta na calcinha vermelha ( x ) que comprara ainda aquela noite. Saiu correndo e foi se lavar no banheiro, mas nada a impediu de ter uma crise de risos. Imagino a cena...

Jogou a calcinha fora [porque mulher que coleciona calcinha com freada tem probleminha!] e voltou devidamente asseada pro embate corporal. Pediu desculpas e continuou na chupação pegação, até que o pior da noite veio a acontecer...
Enquanto ambos proporcionavam um prazer mútuo [redundannnnte, garota] com a boca [#69rules], a coisa toda pipocou: no frenesi do gozo, ela peidou na cara dele...

Sei que a essa altura, ou você se cagou de rir ou de nojo [opção 1]. O mais incrível com tudo isso, foi como ele abordou o peido...

-tá perdoada. Senti o peido no carro também!

Alguém tem noção desse mico?

Hahahahhaha! Já não se fazem mais mulheres como antigamente!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Outras línguas virão!


  Pra quem achava que eu ia por frase de corno desmamado no msn ou ouvir Victor e Léo, meus pêsames. As alvíssaras não vieram e eu levei um fora! Tá rindo né? Mas bah, quem nunca levou? Acho que até ele já deve ter levado e embora eu não costume colecionar tocos, posto que sou sempre que os dou, eu tô legal. Foda é aguentar a dor do quase, pois eu até que levava fé em ouvir um ''eu também''. Mas neeem, ouvi aquele discurso politicamente correto de quem quer magoar o mínimo possível, só que nessa escola eu sou a diretora e sei bem como funciona. Ele tem culpa? Claro que não gente! Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, nem mais nem menos e se querem saber de sexta pra cá magoei duas pessoas da mesma maneira como sai magoada, mesmo ele não tendo culpa. A única coisa chata é ouvir a porra do capiroto do lado esquerdo me dizendo ''bem que eu te avisei!''. Baah viu anjinho, pra que fui na tua mané?
  Enfim, com isso uma coisa boa: aprendi que não dói tanto assim ser sincera. Sei que parece desculpa de quem está homericamente arrasada, mas ele no fim das contas, perde pra kct, porque eu, mesmo sendo uma versão de buceta do Rambo, sou legal! Depois do fora que levei do Réggio acho que fiquei amortecida e a porra toda não dó mais. Viva o Reggio!
  O que sei é que continuo gostando dele, porque a coisa não se encerra agora. Na verdade demora um tiquinho mas eu não sofro de abstinência. É nesse momento que tudo começa, porque afinal de contas, outras línguas virão.

domingo, 22 de agosto de 2010

Diário de uma vegetariana fã de Led Zeppelin


  Hoje eu arrumei meu guarda-roupa e desafoguei tudo que entupia a aorta dele. Percebi que para os meus dois pés eu tenho exatos 45 pares de sapato os quais 30 deles estão esperando ''a oportunidade'' de sair às ruas. A minha bota de femme fatale descolou embaixo e eu ri disso, mesmo tendo pagado [é 'pagado' e não 'pago'] quase 100 euros nela [porque ela é importada]. Dentre os 30, tem sapato que não uso há meses e parei pra pensar: o que eu tô fazendo com tanta coisa guardada?
 Quem é mulher sabe: peças em promoção e lançamentos a gente compra mesmo sabendo que irá ficar empacado em casa esperando uma chance de se exibir usar. Mas raciocinando um pouquinho, não há tanta necessidade assim de tanto sapato e pensando cá com meus botões, eu vou doá-los. Doar algo que se tem em boa qualidade é um ato bacana e não tô me fazendo de altruista pra confirmar o que mais abaixo dissertarei não, só tô sendo sincera. Às vezes a gente estoca 'alimento pro inverno' e esquece que a fome bate é agora. Tá na hora de dar...
  E por falar em dar [sem trocadilhos], venho refletindo um pouco sobre o que venho fazendo da minha vida. Estoquei sentimento pro inverno e esqueci que ele acontece agora. Tenho e quem me conhece sabe que é verdade, uma absurda mania de esconder o que cá dentro bate de uma maneira quase sobrenatural. É como se eu travasse de tal forma que as palavras fream na língua e ao invés de ''gosto de você" eu digo ''gol do Cruzeiro''. Sabe quando você passou a vida inteira acreditando que essa era a forma correta de viver? Pois é, essa é a minha grande mentira a qual eu mesma tô me contando a verdade: eu não sou tão durona quanto julgo ser, embora eu seja tá? Passei a vida me privando de abraços e carinhos por julgá-los patéticos e desnecessários e também porque morria de vergonha e agora percebo que perdi a melhor parte da vida por ser rispidamente medrosa e orgulhosa. Decidi então agora deixar que a coisa toda FLUa e os sapatos me ajudaram a enxergar isso: dar a nossa melhor parte sem apegos ou medo de se arrepender depois. A julgar que a minha melhor parte eu guardei ''no guarda-roupa'' esperando uma boa oportunidade de usar, percebo que foi burrice, sandice, quando tudo o que eu mais queria era deixar que você soubesse quão especial é [bah, comecei a enrolar!]. Parafraseando literalmente o Nando Reis foi pra você que eu guardei essa coisa toda que eu nunca soube meeeesmo dar, por medo, insegurança ou porque tava chovendo. Não sei! São muitas as causas e poucas as respostas. Uma coisa que tive e vi sem conseguir provar, mostrar e dar. Foi pra você que guardei o amor que eu quero um dia estar a viver, sabe? Se você acolher o que ele tem e traz implica que eu serei a garota mais estupidamente feliz do mundo e que você não precisa se casar comigo amanhã: significa apenas que eu quero sentir como é essa coisa toda da bilateralidade, já que uma vez  me atrevi a andar por esses caminhos e me levei um pipoco no chão. Não significa que precise ser imediato, nem sensato, afinal não coadunamos geograficamente do mesmo lugar e no momento a coisa toda não tem muita chance de se concretizar, mas mesmo assim eu preciso fazer acreditar que pode, porque aqui dentro existe e se isso não for o bastante é 50%, já que precisa também existir em você! Se não for o mesmo pra você, fazer o que? É pra mim e eu quero te dar a melhor parte de mim. Guardei, sem ter por que e por medo, mas preciso aprender a me desgarrar desse maldito orgulho que não me permite 'fraquejar', além de não saber como fazer pra ter um jeito só meu o qual você já conhece meu de mostrar. Achei , vendo em você, mesmo com as impossibilidades e a vergonha, e explicação nenhuma isso requer, pois meu coração bateu forte e ardeu: fudeu! No fogo o gelo queimou e eu agora só quero entender porque é que a minha barriga ferve toda vez que penso em você! Resumidamente, eu percebi que 'tô parada na sua' e parece que toda vez que tento te mostrar isso, mais fria eu sou, só que dessa vez pretendo chegar até o fim e te fazer sabedor. Gostar de você é como a minha vontade escondida de cantar e eu canto bem, hein? e tudo o que tenho dito nesse texto é como uma inscrição num concurso de calouros onde 'eu' sou a integrante nervosa. Vivemos num mundo meio maluco onde a gente corre e corre mas no fim só o que importa é o amor que a gente deixa no outro. Me desculpa por vomitar tudo isso num texto mas se fosse ao vivo eu poderia enrolar mais do que dizer a verdade, e a verdade é que eu adoro você e tô a um passo de te tatuar no meu coração, o que eu sinceramente pensei que fosse impossível, me conhecendo e sabendo quão durona tenho sido. Isso tudo serve pra te fazer enxergar apenas que eu tô aqui e não que eu te obrigo a estar aqui. Só queria desafogar esse mar de sensações que me habitam e te fazer conhecer o que só, somente só, ao vivo, posso te deixar ver, e sentir. Da próxima vez em que a gente se vir, prometo estar "a 100%"...

E se tudo isso não serviu pra te mostrar que eu gosto de você e que eu quero tentar fazer valer, acho que nem se eu mudasse de time, provaria!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

''mas eu goostxo professor Raimundo''


 Eu tava pensando como que esses meus 7 dias de vegetariana me fizeram muito bem. Até o momento não me fez a menor falta a ausência de carne na dieta e minha silhueta agradeceu muito, porque tô mais gostosa! Rá! Isso não quer dizer que virei uma daquelas pessoas que passam o dia contemplando o sol, a natureza, e cantando 'hare khrisna hare hare hare khrisna hare hare', nada disso. Minha pele tá bem melhor, pois descobri que carne demora cerca de 10 dias pra ser eliminada e enquanto isso não acontece, ela entope as celulazinhas de porcaria. #CARNEFAIL.

 Uma coisa que me fez super bem também foi tentar explicar pra um garotinho de 24 anos o que era 'decepção'. A tristeza toda começou quando a ídola namorada deu-lhe um belo pé na bunda e o drama teve largada. Vem cá, existe coisa mais deprimente em todo o território de Greyscow do que homem chorando dor de corno?  Porra, na boa, se a guria te deixou é porque não te queria e quanto mais cedo você se convencer disso, melhor. NAAAAAADA adianta ficar lembrando daquela transa louca em cima do sofá da casa da avó dela [ele me contou, vadia!] enquanto ela jurava amor eterno, pois você só vai contemplar mais ainda um filme que não existe. Shakespeare dizia que relembrar dos amargos que já tivemos na vida é o mesmo que sofrer de novo, então por que cargas d'agua a gente se pune assim, G-zus? Enquanto conversávamos, o Cláudio lembrava da boca dela e ficava tocando o ar, como naqueles filmes de gente debilóide apaixonada surrealista! Foi patético!

 Tentei explicar pra ele que ''decepção não matava, mas que ensinava a viver''. Ele concordou mas disse que estava triste pois esperava mais dela. Pô, namora uma micareteira e espera amor eterno? Sacanagem... Concordo com tudo o que você me disse DESDE que saiba o que É decepção e o que É projeção:

projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de determinado indivíduo, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie, são atribuídos a outra(s) pessoa(s).

 Traduzindo pros leigos em psicologia feito eu e você, projeção é quando criamos uma expectativa no outro BASEADA no que gostaríamos que a pessoa fosse/fizesse.

 Tenho ódio quando alguma de minhas amigas diz que 'fulaninho' conhecido como galinha não ligou no dia seguinte e ela caiu em depressão. PORRAAA, se você sabia que o cara era pior do que o Tiger Woods, porque foi se apaixonar por ele? Taí, não é decepção, é projeção.
Decepção é SOMENTE quando há uma falha unilateral numa pessoa cujas expectativas eram BILATERAIS que nem corinthiano. Trocando em miúdos, é quando alguém se mostra uma coisa e faz outra. No caso de garotos e garotas que se apaixonam por Carmens Sandiegos e Casanovas não há decepção, entende?

 No final da choradeira [que durou cerca de 5horas, mas ele é meu amigo e eu TENHO que ouvir] ele me disse que eu saberia o que ele sentia se comparasse à falta que a carne faz a minha dieta. Respondi ao meu querido imbecil amigo que falta a gente sente daquilo que fez bem, e não daquilo que nos faz mal.

 Prefiro cantar 'hare khrisna hare hare, hare khrisna...' do que cantar 'eu vou ficaaaaaaar, guardado no seu coração...'



Dra.  LoveRude
*porque o amor é um saco, mas eu gostxo professor Raimundo!!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Papos de Msn - Vol III

  
  Taí uma coisa que blogueiro gosta é de comentário! Não sei porquê mas é como se fosse a materialização da sua opinião [embora a minha se resuma a um dissertar sobre minha vida ] sendo passada através daqueles a quem se destinam os textos. Costumo dizer que um blog sobrevive de comentários mas ignoro essa regra porque senão o meu já teria morrido anoréxico...

Pois bem, deixa explicar direitinho sobre essa falsa idéia de que criei o PVC 
Partido das Virgens Convíctas.
  Longe de mim ultrapassar a barreira da sandice e alegar que a virgindade é um ideal a ser seguido por todas: cada um faz do seu chuchu o que quiser! Eu, por exemplo, decidi tal condição por N fatores que são dispensáveis de se dissertar aqui. Decidi que sexo não era que nem chupar laranja e desde então esperei que alguém que não somente achasse minha bunda bonita surgisse. Isso é mais uma condição 'física' do que 'moral', posto que a virgindade é encarada sob o prisma de se haver uma micropelícula no pipiu que impede o ato de se concretizar de fato [porque de Direito, e direito mesmo, ele se concretiza!] .

 Isso é muito relativo, minha gente e acabou transferindo a intenção do post pra outro âmbito. O tema desse post inicial girava em torno do fato do mané lá me convidar pra transar as 8h da manhã e com a mulher dormindo ao lado [porque eu sei que ele tava em casa e eu sei que ele mora com a namorada] . A banalidade da coisa, essa mania de ignorar que nem todo mundo dá feito batata em feira, poxa! Tem gente que curte? Tem! Procura então. O que não curto é essa mania de super valorizar uma b... em detrimento de conhecer a guria que pode até ser legal, entende?

 No caso do 'João', não há o menooooooor interesse de minha parte por ele e mesmo que tivesse, não seria uma abordagem dessa que me faria cogitar a idéia de tomar 2L de Cabernet pra aguentar o tranco da primeira vez...


Acho que tô mais é pro PVO , mas esse 'o' ai, não revelo o que é nem sob tortura!

hahaha


Papos de Msn - Vol II

  Meio minuto depois e eis que surgem comentários do tipo ''é porque você nunca transou e não sabe como é bom'' e ''existe homem fiel sim e eu os defendo, mesmo sendo homem!''. O Leo Varandas foi mais além e pediu equidade nos considerandos, já que tem mulher em nível de putaria, pior que homem.

Vamos lá...

  Realmente uma coisa é imaginar que a pêra é boa e outra é saber do gosto dela [e pretendo saber as soon as i can]. Uma coisa é imaginar que seja doce e derreta na boca, outra é comer e saborear os pedacinhos de cristais açucarados que se derretem na língua. Concordo com você Luh, mas você há de convir que se a coisa toda ficou banal do jeito que tá [sex per sex], foi justamente por conta desse ''ah, vai curtindo que uma hora, creu!''. É meio complicado se dizer isso pra uma garota que foi adestrada educada pra ser ''a melhor'' no quesito ''melhor''. Deixa explicar: cresci vendo minhas amigas grávidas aos 16, 17. Outras aos 15 e a rua inteira já havia chupado os dotes de Eva da garota e eu como sempre fui a ''chefe'' da gangue, sobrava os ouvidos pra testemunhar coisas como '' A aline é putinha e deixa pegar nos peitos já a clara é pra namorar''... Pô, eu pensava que se fizesse o mesmo, cairia na boca do pessoal, e acabei procurando um namorado bem longe da turma só pra nem cair no estigma de correr o risco da falação toda. Percebo que os homens já não se importam tanto com o que cá dentro bate na gente e isso é meio desencorajador pra uma garota de quase 1/4 de século, virgem e por mais durona que seja, custa a desacreditar em amor e nessas ''bobagisses''. Admito que desconheço 'sexo por amor' e com isso não posso julgar que 'sexo por sexo' seja ruim. Deve ser bom senão todos não fariam com a frequência de um FLA X FLU. O que sei é que o sexo, de forma banal, não te permite 'linkar' o outro onde de fato o sexo tem origem, que é no interior da pessoa. A camisinha te protege das doenças? Protege! Mas não te deixa imune a se sentir um objeto no outro dia, porque é somente isso que vejo nos rostos das minhas amigas numa segunda feira onde o SCORE do fim de semana foi de 2 caras ou mais no caso da Adélia. Fico pensando se isso realmente é bom e enfim, enquanto não me decido, prefiro o ostracismo ao vaziismo na segunda feira, quando ele não liga, não manda flores e finge que elas não existem no MSN...


Papos de Msn - Vol I

  Saudações tricolores! Post passado eu aloprei dissertei sobre um possível ostracismo nos textos desse blog. Muita gente perguntou se eu tô doente, fiquei mais pobre de uma hora pra outra ou perdi um namorado: Não é nada disso minha gente!
  Desisti de desistir de postar. Não desadoeci, enriqueci de repente ou arrumei um namorado: simplesmente vi que não consigo viver sem escrever sob hipótese alguma. Até cogitei a idéia de escrever e salvar no pc, mas talvez não tivesse a mesma interação que possui aqui nesse espaço.
  E já que vamos iniciar mais um papo informal, nada mais justo e gostoso do que falar daquilo que ultimamente faço com muita destreza: queimar o filme dos cuecas!
  Talvez alguns pensem que virei lésbica, mas acalma-los-ei dizendo que não. Tudo não passa de uma sui generis representação prática do que foi e vem sendo a minha co-relação com os rapazes. Hoje mesmo o que comprova mais ainda a minha didática fui abordada no msn por um amigo , o qual conheço há alguns muitos. Figurarei seu nome em 'João'.
 João, ao me cumprimentar, perguntou quando é que eu deixaria enfim de ser virgem...

PERGUNTA VALENDO HUM MILHÃO: Ma que porra é essa? Agora eu tenho que deixar de ser virgem como se isso fosse crime e/ou algo que ele pudesse resolver assim, sem mais nem menos?

'Ah João, eu sou virgem, resolve ai pra mim!'

  Rá! Né por ai não meus bens! Não tô dizendo que todos querem comer a Kah, não se trata disso. Trata-se somente da obssessão da maioria dos caras que me vêem como uma potencial Valeska da Gaiola das popozudas na cama dando-lhes uma noite de séquiço séuvági! Porra, algum de vocês já parou pra pensar que eu tenho um coração e que essa porra bate tão ferozmente quanto a minha bunda remexe quando ando? É incrível a quantidade de ''adoraria ser o primeiro homem da sua vida!'' que tenho que ler... E quanto ao ''adoraria ser O ´ÚNICO'', bando de idiossincráticos? Eu preciso aprender a me acostumar com isso!

 Ai a minha linda e ingênua prima, que vai se casar em breve com fé em nosso sinhô, me diz que devo confiar mais nos homens porque senão, jamais terei um relacionamento de verdade...

  A SEGUNDA PERGUNTA VALENDO HUM MILHÃO: Ma que porra é essa? Quantos caras com namoradas, noivas, esposas e esposos [mas não era o Ronaldo!]  já não deram em cima de mim? Quantas vezes tive que dizer que 'sou egoista' e que dividir com outra eu não topo, pra ver se assim espantava a macharada tarada? Fala sério priminha! Homem, é um bicho bastante complicado e aposto com qualquer um que não existe homem fiel SOB HIPÓTESE alguma...


Confesso que começo a acreditar que sexo é esporte e amor é sorte...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Nessa sequência, eu amo, eu sinto, eu odeio, eu creio!





Eu me amo
e me sinto bem
Odeio a medida que sou
ou que creio ser

Eu amo viver
e sinto que não estou vivendo.
Odeio a dor que isso implica
e os riscos de se crer estar crescendo

Amo a cama
E me sinto boa nela
Mas odeio quando tudo termina
quando creio ser eterna

Amo você
e sinto que enlouqueço
Odeio na mesma medida
por não crer que isso tenha preço


domingo, 15 de agosto de 2010

''Vos declaro...''

Há pouca coisa nessa vida que materialize mais o amor de duas pessoas do que o casamento. Não falo somente da festa que num todo cria um cenário místico em cima do que se espera do laço entre o casal, mas também das caras, dos gestos e dos apetites um pelo outro enquanto o 'trâmite' rola.
A benfazeja de se desprender da liberdade é mais subjetivo do que parece. Não é simplesmente deixar de ficar com outras pessoas aleatoriamente ou o 'direito de ir e vir' sem na teoria dar alguma satisfação. É muito mais do que isso. É quando alguém se casa todo santo dia com a pessoa cujas afinidades as vezes são nulas, cujos defeitos as vezes são horrendos, mas que também tem qualidades que superam tudo isso. Acho bonito o carinho revestido de doce e timidez enquanto todos os olhos estão voltados pros dois, que durante algumas horas, se tornam o centro das atenções dos que amam. Confesso que senti uma pitadinha de inveja, no bom sentido, claro, ontem, quando ví aquele cenário lindo, aquela beleza de espetáculo. Se engana você que pensa me referir à pompa da festa, que diga-se de passagem, foi uma das mais belas que eu já tive a oportunidade de ver com meus olhos de 2 polegadas. Me refiro ao subjetivo de tudo: o olhar de igor quando Keka adentrava ao templo do Pai, a firmeza dela transpassada com a destreza de caminhar como uma noiva que ia em direção ao futuro, e não somente rumo ao marido. É bonito admirar isso e ver que num mundo causticante como esse de hoje, ainda existe gente que se desprende de tudo pra se ligar a um outro que não sabemos o que nos causará daqui pra frente, mas, mesmo assim, existe o desejo de fazer com que tudo triunfe, com que tudo dê certo e que brilhe mais do que tudo, sempre com a Luz do Pai ao lado, óbvio. 
Desejo felicidade aos noivos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Toda essa matéria de sentir

                                            
                                                  ''Não se afobe não, que nada é pra já..."

 É simplesmente complicada toda essa matéria de amar. São milênios esperançosos vividos minuto por minuto, e só quem sabe quanto custa a dor de quem ama,  é quem  de fato e de direito, ama. Seu quarto é palco das lamúrias, dos enredos de carnaval em pleno sábado a noite sem uma passista pra sambar. O amor é um filho da puta sentimento sem pressa nem pra chegar, nem pra sair, e que nos invade sem que o convidemos com um belo banquete no jantar. É um sentimento que se esconde dos outros mas não de dentro da gente. É fato, inebria, incendeia, contagia! Nos faz rir e chorar, numa fração de segundos. Se você quiser saber mais ou menos como é o sabor de se sentir ébrio de amor, experimente se vestir de humanidade e gostar de alguém de verdade, seja lá quem for, da maneira mais liberta possivel. O amor nos faz cativos embora pensemos gozar da liberdade plena de poder ir e vir. Mas não podemos, nos rendemos ao equilíbrio do irracional e incoerente, nos baseamos naquilo somente que nos faz contentes e ignoramos o pensar. Não aconselho a você que quer experimentar, que espere, seja o tempo, seja algo em troca ou uma troca de algo: apenas se submeta a esfera de comer todo um banquete e ao fim, ainda se sentir faminto. A pessoa quando ama faz exatamente isso - espera se completar de uma coisa que nunca será complemento. É gostar mais do fato de se sentir bem do que propriamente do objeto amado. É fazer amor, fazer pecado, saber que é errado às vezes e não faz sentido, pois não consegue ser falado, só sentido, é não se sentir saciado. É como padecer no limbo e se jogar nos braços da pessoa amada, mesmo sabendo que ela, nem sempre, te quer ao lado. É dizer adeus quando se quer dizer 'oi, como vai? Eu te amo, poxa!'. É viver sempre a espera de se confirmar que do outro lado, também existe uma pessoa com as mesmas dúvidas e com os mesmos sentimentos. Espere se sentir assim um dia e apenas viva, sem esperar nada em troca...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Aforismo I

Ter medo de amar não faz ninguém feliz, porém duvido que alguém perca um sábado a noite por estar em casa roendo de dor de corno, ou de amor.

sábado, 7 de agosto de 2010

'e o pra sempre?'

O que é ter esperança?

O que é esperar uma resolução de algo que  resolução não tem?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Nuit blache

Existe pouco pra traduzir o amor, principalmente o de uma mulher



Nuit Blanche from Spy Films on Vimeo.