quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A teoria da negação

["Mamãe, eu não sou gay"]

     Hoje eu entendi porquê me assusto tanto quando sei que alguém gosta de mim. Não consigo lidar com a sensação de que alguém me dedica o coração mais do que eu, a ele. Quando isso acontece, esse lance de apaixonar mas não de me apaixonar, é ruim, machuca e afasta. Essa sensação de dependência, de ter que ver certos gestos bobos e achar graça ou quiçá, romântico. É essa mania de sempre pisar em ovos.
    Não consigo me apaixonar de verdade porque não gosto de dependências. Não gosto de saber que alguém me ocupa a mente, me assola o juizo e fico preocupada. Preocupada porque é bem verdade que relacionamentos se tornam viciantes. Você quer estar perto da pessoa, quer falar, quer beijar e amar na mesma intensidade e quantidade que respira: o tempo todo! Consigo chegar perto, gostar, querer bem mesmo querendo longe, quando estou apaixonada, mas quando me lembro que aquilo pode me ferir de alguma forma, tento correr pra longe. O namoro do amor com o eterno quase nunca se concretiza e eu não fui treinada para lidar com as perdas, logo, nem jogo. É preferível que pessoas assim se acostumem com o ostracismo a ter que admitir de vez enquando que perder faz parte, e dói horrores.

Eu juro, eu quero amar. Só não sei como, quando, onde e a quem!

3 comentários:

Luciana Mahé disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

GOSTEI KAKAH + SUGIRO QUE SE VC KEIRA AMAR ALGUEM DE LONGE, VÁ SER FRERA, AME A DEUS !!!!

mariano lorenzoni disse...

Garota, muito bom te ler! Quando eu crescer, qro escrever que nem vc. :D
Ah, sorte pra vc no amor. Mas relaxe, essas coisas acontecem qdo a gnt nem espera.