segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um taj mahal por dia!


  Talvez eu seja pungente. Talvez meu amor seja deveras latente. Talvez eu cobre, talvez eu peça, talvez eu minta, talvez eu sinta. Talvez eu negue, talvez eu pegue, me apegue, sem começo, sendo inerte. Talvez você veja, talvez eu seja, talvez nós nunca, talvez nós, talvez seja.
 Talvez eu permita, talvez eu viva. Tento por todos os lados, te seguir lado a lado, sem bagagens, sem família. Sem contrato algum, eu cobro os teus beijos, em cima da cama, num súbito desejo. Talvez tenha sido um erro, num local a esmo, onde tudo complica, onde tudo foi segredo. Talvez você esqueça, talvez tudo padeça. Talvez eu complique, talvez você não publique. Os afetos, guardados, são como armas em mãos de palhaços. Talvez você me perca...
  Talvez eu finja que eu não te ame. Talvez eu diga, talvez eu cante. Talvez escreva, talvez esconda. Talvez te leve, talvez eu negue. De todos os amores, talvez eu seja o único que talvez não seja, que talvez espere...
  Que eu seja sofisticada, que você seja um, porque amar você implica riscos, desconfortos, infortunios e quedas de braço. Não, não sou eu quem dificulta. Sim, você é uma baraúna de afetos. Não se esforce muito nessa peleja de me tornar inerte, porque um dia, em meio a sonos e palavras frias, você consegue!

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