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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Wish you were here


Não é um paradoxo se sentir vazia quando por dentro se tem tanto a dar?
O que dizer das vezes onde me calo, quando na verdade eu só grito no vazio?
Como é acordar quando ainda se está dormindo na vida?
Como é dormir quando o corpo ainda está acordado?
Como é sorrir, se eu só choro?

''How i wish, how i wish you were here''

  Há vantagens em ser idiotamente insensível. Você não precisa falar nada quando lhe é perguntado algo completamente fora de questão a ser respondida. Você não precisa fingir, basta apenas ser grosso, fazer carão de quem não gostou e mandar 'se fuder' com o olhar. É mais ou menos isso.
Dizem as más linguas que pessoas assim [estupidamente grossas] são na verdade um complexo de situações irrealizadas cujas raízes dos problemas estão aglutinadas nas raízes do ser em questão. Trocando em miúdos, são pessoas mal amadas, por falta de sexo e de uma boa mesa no café da manhã. Falta-lhes algo. 
Na verdade eu sinto falta não sei do que e assumo que prefiro pular fora a ter que arriscar uma viagem longa. São sentimentos confusos que rolam soltos dentro de mim e que no fim, não têm, nem juntos nem separados, sentido ou explicação conexa. Um vazio que me assola enquanto uma tristeza bate a porta, uma vontade não sei de que, que não tem nem explicação nem por quê. Na verdade, tudo que eu queria, era ter um 'você'...  Na verdade uma bolsa Louis Vitton cairia bem agora!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

''e o amor que me tinhas...''

"Nosso sonho, se perdeu no fio da vida, e eu vou embora, sem mais feridas, sem despedidas..."
                 
   Mas é horrível ainda padecer dessa porcaria de sentimento chamado 'amor' e eu não sei se isso é uma baita de uma recaída, mas preciso encontrar algo novo, algo que faça sentido, porque tô cansada dessa de viver fugindo do que penso ter esquecido, ou esquecido de fato.
   Aqui no peito eu sinto um vazio tão , mas tão grande que chega a doer fisicamente, e eu não tô falando da perda do Carioca não, eu to falando do filho da puta do infeliz que eu amei ou sei lá se ainda amo e que parece me incomodar toda vez em que eu ouço, descubro algo novo ou falo com ele. Sabe como é ter a porcaria de uma lágrima no canto do olho toda a santa vez em que assiste-se a um maldito filme de amor? Porra eu quero esquecer essa droga de amor e começar a ver a vida com meus olhos secos e amargos de antes. Se reclamavam da minha insesibilidade nata, agora eu rezo aos céus para que enviem de volta a Karlla durona e bruta qual tempos atrás. A que ria de bobagens, que dispensava certas demonstrações e que mais importante de tudo, não estava de fato, nem aí pra sentimentalidades. Não tô dizendo que eu era um macho de saia ou que coçava o saco, não é nada disso.
Eu era apenas eu, sendo eu o tempo todo.
Agora, eu sou o que me tornei, e isso é horrível!
Odeio acordar com esse vazio na alma
Odeio acordar, pra começo de conversa...
Minha bela história está no passado e lá é onde deve ficar para sempre!
   Eu sonhei noite passada, que voava, por cima de um lindo vale cercado por lagos cobertos de plantas e flores. O ambiente era lindo e propício para um vôo livre, qual o do sonho. Eu sentia os poucos raios de sol tocando meu rosto e me sentia liberta, completamente imaculada... 
Assim penso ser a vida de quem tem a puta da sorte de ter de volta, nessa porcaria de lugar , a chance de amar alguém e em contrapartida, receber na mesma intensidade, esse afeto.
Será que eu peidei na santa ceia? Será que grite Barrabás? Será que açoitei as costas do meu salvador?
Por que cargas d'agua eu sou essa cretina que vive sofrendo o tempo todo  e a espreita da solidão?
Por que será que tenho sempre que ser coadjuvante e autora, das obras alheias?
FODA-SE!
Nossa bela história está no passado...
O amor que me te tinhas, era pouco e se acabou!
                                                                              Eu quero ver o mar...

sábado, 3 de abril de 2010

L'amour est mort

Eu estou sóbrea. Devo deixar isso claro antes de continuar a divagar...
Ouvindo Jacques Brel, e o amor fluindo em minhas veias como se eu estivesse completamente apaixonada...
Deixando a dor ir embora através das palavras...
Me afogando na bile de quem ama...

Estou completamente envolvida comigo e com meus sonhos. Sou sensível, sou tola, sou boba e sou intensa. Amo a tudo e a todos que dedico. Sou torcedora, sou amiga, sou filha e sou família. Sou namorada, sou amante, sou pedaço de história que vaga por entre os ares da vida. Sou nome escrito no tronco da árvore.
Pareço forte, bruta, dura, impenetrável, intransponível, impermeável. Finjo frieza, avareza e dureza. Não finjo gozar sobre essa fome de viver intensamente, mas disfarço a dor de ser completamente invisível onde vivo.
Não há espaço para quem enxerga com o coração...
E assim eu sigo,assassinando essa vontade dentro de mim...
e me tornando o que devo ser para todos...
Essa garota comum.
Essa rocha de flor
Essa inimiga que controla
Essa dor que me afoga...

E eu no fim, sou apenas mais uma!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Across the world

Hey Jude, all you need is love!
Love is all you need