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sábado, 14 de agosto de 2010

Toda essa matéria de sentir

                                            
                                                  ''Não se afobe não, que nada é pra já..."

 É simplesmente complicada toda essa matéria de amar. São milênios esperançosos vividos minuto por minuto, e só quem sabe quanto custa a dor de quem ama,  é quem  de fato e de direito, ama. Seu quarto é palco das lamúrias, dos enredos de carnaval em pleno sábado a noite sem uma passista pra sambar. O amor é um filho da puta sentimento sem pressa nem pra chegar, nem pra sair, e que nos invade sem que o convidemos com um belo banquete no jantar. É um sentimento que se esconde dos outros mas não de dentro da gente. É fato, inebria, incendeia, contagia! Nos faz rir e chorar, numa fração de segundos. Se você quiser saber mais ou menos como é o sabor de se sentir ébrio de amor, experimente se vestir de humanidade e gostar de alguém de verdade, seja lá quem for, da maneira mais liberta possivel. O amor nos faz cativos embora pensemos gozar da liberdade plena de poder ir e vir. Mas não podemos, nos rendemos ao equilíbrio do irracional e incoerente, nos baseamos naquilo somente que nos faz contentes e ignoramos o pensar. Não aconselho a você que quer experimentar, que espere, seja o tempo, seja algo em troca ou uma troca de algo: apenas se submeta a esfera de comer todo um banquete e ao fim, ainda se sentir faminto. A pessoa quando ama faz exatamente isso - espera se completar de uma coisa que nunca será complemento. É gostar mais do fato de se sentir bem do que propriamente do objeto amado. É fazer amor, fazer pecado, saber que é errado às vezes e não faz sentido, pois não consegue ser falado, só sentido, é não se sentir saciado. É como padecer no limbo e se jogar nos braços da pessoa amada, mesmo sabendo que ela, nem sempre, te quer ao lado. É dizer adeus quando se quer dizer 'oi, como vai? Eu te amo, poxa!'. É viver sempre a espera de se confirmar que do outro lado, também existe uma pessoa com as mesmas dúvidas e com os mesmos sentimentos. Espere se sentir assim um dia e apenas viva, sem esperar nada em troca...

sábado, 7 de agosto de 2010

'e o pra sempre?'

O que é ter esperança?

O que é esperar uma resolução de algo que  resolução não tem?

domingo, 4 de julho de 2010

Lady Gaga é fichinha

[foto véia pác... Saca a data]
 
  É , é assim que volto a postar em meu blog fabulosamente sensível e cheio de contradições pessoais. Não adianta dizer que não irei mais postar porque não consigo e ultimamente isso vem se tornando um confessionário mais do que qualquer outra coisa a qual um blog verdadeiramente se destine. Se antes eu escrevia crônicas sobre amor, sexo, poesia e mundo, hoje se resume a fazer críticas ao meu amor, meu sexo, minha poesia e ao meu mundo. Ando tão perdida dentro de mim que não sei sequer dar destino ao que eu quero, de fato, fazer. O darling, um amigão que tenho, vive dizendo que caí de produção e que meu blog tá 'chato' de se ler. Vá lá que ele tenha a sua razão em dizer isso, mas pega leve, hein? Você tá sempre indo e vindo e eu é quem fico, ora. Todos vocês que acompanham esse monte de baboseira texto que escrevo deve pensar que sou um ser altamente alternante de auter ego confuso e na verdade eu sou. Rá! Hahaha euri ;)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Problema pessoal do caso reto

 Eu sei que sou um poço de pessimismo quando o assunto é amor e que lavei as mãos ou a boca pra ele. Da luz que eu emanava nesse aspecto, só restou uma lanterna sem bateria com um dos leds quebrados. Vá lá que minha emoção tenha se congelado a ponto de ter perdido o brilho e o encanto pela vida e amor. Que seja!
 Mas hoje me deparei com um problema sério, que me atordoou e me tirou do eixo. É um problema pessoal do caso reto: eu amo demais para alguém que não ama. Às vezes conjugo o verbo amar no superlativo, e que me perdoe a gramática por tal blasfêmia, posto que o superlativo não se aplica nas ações e tempos verbais. Me sinto impotentemente incapaz de renegar essa força que volta e meia se depara com a vontade de sair de dentro de mim e se apossar de algum pedaço de fascinação outrém. Hoje eu vi que meu maior problema é amar demais a causa de tentar amar, e isso me torna atordoadamente ansiosa pelo ato, que de fato, me assusta e me fascina ao mesmo tempo.
 Hoje é dia dos namorados e pior que o Natal [datas soturnas a meu ver] esse dia me deixa melancólica e triste. Não pensem que se trata do fato de não ter namorado, posto que isso eu teria num estalar de dedos, mas sim, pelo fato de não conseguir me dedicar pelas pessoas certas a ponto de viver enfim uma história com inicio, meio e desenvolvimento satisfatórios. Tô um pouco cansada da minha mania de avaliar o outro como uma peça a longo prazo, que precisa preencher requisitos básicos na aquisição. Confesso que não sou de fácil entendimento e aceitação. Confesso também que sou geniosa, insutil [me perdoe novamente o português] e grossa em determinados momentos, chegando inclusive a passar o estigma de insensível e calculista mas nem de longe assusto: o que eu quero é um anjo.
 Não é pedir demais, tenho certeza...

Maybe an angel can save me...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O que é felicidade, meu amor?


   E mais uma vez, caí num tubo chamado 'medo'. Pra fazer feliz a quem mais amamos nessa vida não precisa de muito. Precisamos somente de muita sabedoria e paciência... Às vezes cobramos demais da única pessoa a qual deveríamos pegar mais leve: nós mesmos.
Falo por mim. Eu me cobro muito, e esqueço de ser eu mesma. Continuo a forçar uma barra, e no fim das contas, me deparo com uma velha garota, que não aparenta ainda ter saido das fraldas. Preciso aprender a ser mais simples, mais verdadeira comigo mesma, pra no fim das contas, não passar novamente a única imagem que tentei não passar a vida inteira: a de ser uma pueril.
Ouvi uma bela revelação na última quinta, e confesso que desde então não faço nada além de rir. Rir quando apenas chorar vale a pena. Sabe quando se tentar ser uma coisa que não se é, e no fim das contas, acaba passando um estigma justamente o oposto do pretendido? Pois é, me meti nessa tormenta astral, e desde então, só me resta lamentar por tal imaturidade. Começo a levar fé num dito popular, que diz que quanto mais queremos a felicidade, mais cegamos esse objetivo. O que é felicidade enfim??

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tô que nem o botafogo

 Taí! Todos dizem que eu tenho um baita talento para escrever, que consigo articular muita coisa e que minha inteligência vai do Rio a Salvador... Será que eu acredito nisso ou será que reclamo tanto que nem me enxergo assim?
Hoje uma pessoa me disse que eu sou um alguém, que enxerga a vida, com os olhos normais, de um alguém normal. E o que seria isso?
Ver como todos vêem
Escutar como todos...
E no fim das contas, complicar o que é simples de ser...

 E será que sou mesmo assim? Esse alguém que consegue ser intenso e ao mesmo tempo, banal?
 Não existe nada mais ridículo do que uma pessoa com as duas pernas, os dois braços, saúde perfeita e vida tranquila, reclamando do trânsito, da inflação e das celulites. Ei, espera, esse alguém sou eu!
 Vocês percebem como sou complexa até para mim?
  Fico horas a fio, pensando como seria minha vida se fosse mais magra, mais rica e bonita. Fico pensando como seria se tivesse 200 reais livres na carteira para torrar de bugingangas ou doar no sinal pro pessoal que pede. Perco tempo pensando, ao invés de agir e sair do marasmo que venho tornando os meus dias, todos eles.
  Associo isso à falta de vergonha [leia: dificuldade] na cara. Deveria pensar menos, agir mais. Deveria reclamar menos, e rir mais. Deveria parar de selecionar tanto, e amar mais...
Honey, hold me tigh!