quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Desabafos parte 1

  Se eu ousar enumerar as inúmeras mancadas que já dei na vida, talvez tenha que declarar a lista de bobeiras cometidas na Receita Federal. Pouca gente sabe, mas dentro desse ser inexoravelmente estúpido, existe vida, e vida em abundância. Talvez por medo ou por qualquer outra coisa é que eu não permita que alguém descubra isso, mas a considerar a primeira linha desse post, provavelmente encontraremos respaldo pra teoria seguinte...

   Como uma boa e velha 'sera humana' [o feminino de ser humano], tenho o direito de errar. É completamente exequível e comum, a considerar que sou de carne e osso. Não to falando das vezes onde eu derrubei uma seção de copos de vidro numa loja, não: eu tô falando é do coração!
O que quase ninguém entende é que não há nada mais tipicamente normal do que mentir. É, mentir! Você mente diariamente e sem perceber, decerto. É fato que o universal ato da mentira prejudica, corrói, magoa e por vezes fere, mas não é dessa mentira que estamos falando. Quando me refiro à mentira, cito o caso de ludibriar a verdade para um fim maior: o de se proteger. No fim, percebo que não me protegi coisa nenhuma, e muito pelo contrário, só aumentei o vale que me separa da felicidade.

  Pouquíssima gente sabe, mas eu já amei alguém, e amei mesmo, daquelas vezes onde você se pega pensando, rindo, chorando, cantando e até mesmo se tocando pensando no cara. Amei de uma forma bem intensa, sem reservas  e me entregando a medida em que eu respirava. Menti, quando disse gostar de verde, só pra agradar. Na verdade eu gosto é de vermelho e o perfume da mãe dele me irritava, causava ânsia de vômito, mas por razão das aparências, subtrai esse fato dos arautos de queixas. Aceitei surtos, considerei músicas, lugares, situações e pensamentos, na intenção de me fazer amada, e o que eu consegui?

  Nada! Exatamente nada. O amor só é exequível se você for verdadeiro, sem escusas ou reservas. Na verdade não é uma fórmula pronta, mas se você tentar se aventurar nesse mundo, é melhor estar preparado para ser você mesmo, sem mentiras, sem tentar passar uma imagem.

  Passei a vida inteira sendo contra a mentira, evitando ao máximo dizê-la, e justamente comigo mesma cometi a maior mentira de todos os tempos!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Efeito Pinguim



Se eu pudesse mostrar
O que você me deu
Eu mandava embrulhar
Chamaria de meu

Melhor forma não há
Pra guardar um amor
Então preste atenção
Ou me compre uma flor
Vem, me faz um carinho
Me toque mansinho
Me conta um segredo
Ou me enche de beijo

Depois vai descansar
Outra forma não há
Como eu te valorizo
Eu te espero acordar
Se eu ousar te contar
O que eu sonhei
Pode até engasgar
Pagaria pra ver

Melhor forma não há
Pra provar meu amor
Eu te presto atenção
Tento ser sua flor

Vem, te faço um carinho
Eu te toco mansinho
Te conto um segredo
Ou te encho de beijo

Depois vou descansar
Não vou te acompanhar
Espero que entenda
Vem, te faço um carinho
Te toco mansinho
Te conto um segredo
Ou te encho de beijo
Depois vou descansar
Não vou te acompanhar
Espero que entenda
E volte pra cá.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

1 euro de atenção!


Tá tudo bem
Mesmo de lá, sem mim!
Tá tudo tão calmo nesse pedaço,
Parece flor no jardim

Se eu me pego cantando, me esqueço,
Mal consigo caber dentro de mim
Será que existe felicidade
Qual eu li num folhetim?

Se me apego, eu perco
Se eu perco, pranto sem fim!
Você tem ela, ela te tem,
Como faço pra chegar perto de ti?

Eu hoje me pergunto
Mas só de pensar, e dai?
Será que dentro desse imenso você
Cabe um pequeno pedaço desse imenso de mim?

domingo, 7 de novembro de 2010

Um voodoo de amor


 Domingo de manhã, um tédio de matar, um relógio a ver a vida passar e um sonho, uma lembrança. Das minhas últimas quimeras de coito interrompido, não me recordo de nada sutilmente gratificante para minha alma sem esperanças, como o sonho de ontem.
Havia uma matéria no Jornal Nacional, onde Bonner anunciava ser este blog, o vencedor de um concurso de blogs. Pra completar, Risoto era meu affair e eu sorria para todos. A única coisa não-boa desse sonho é que não vi o flu ser campeão.
  De fato, é uma incógnita a minha vida.
  Só lamento por ter visto pessoas importantes entrando na categoria "arrependimentos, lembranças ruins & afins".

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Coisas que todos deveríamos saber [ou não]

  

  Ouvindo uma música do Suéteres, chamada "Vale se jogar" que por sinal, vale a pena ouvir, cheguei a conclusão de que seu refrão bem encaixado sintetiza bem a minha realidade. Graças ao ensejo, formulei algumas máximas que podem te servir também...

*Desistir dos sonhos é simplesmente ir em busca de outra coisa, não necessariamente melhor
*Cada povo tem o governo que merece e meu salário empregado num batom sintetiza bem isso
*Amar demais é como comer demais: você sempre se fode!
*Dedique-se a arte de se convencer a acreditar em você mesmo! [Faz sentido, não faz?]
*Ninguém é suficientemente bom que não possa ser substituido. A Britney é exemplo disso.
*Apaixone-se pela música antes de se apaixonar pelo momento. As melhores situações são àquelas que envolvem pré-disposição ao erro do ensaio
*Nada é mais importante do que amar! Nada!
*LITERALMENTE  a vida passa voando, o que não significa que você deva sair desesperado atrás das realizações. Certifique-se apenas de não estar deixando tudo passar!
*A intensidade de nossos corações pode vir a se tornar um veneno caso a gente não saiba como usá-la
*Medo existe, coragem não. Tenha coragem para acreditar nisso.
*Apaixone-se quantas vezes seu coração quiser, inclusive pela mesma pessoa.
*Viva menos conto de fadas e mais canteiros de obras. É muito mais fácil se deparar com cimento e areia do que com gnomos e duendes. Ahhhh, você entendeu o que eu quis dizer!
*Assista a coisas enriquecedoras: nada de filmes de terror ou jogos do Flamengo
*Tente realizar todos os seus projetos e se não conseguir, foda-se, só não vale chorar!
*Sexo é fácil e barato. Dificil e caro é amor!
*Não insista em duas portas que se fecharam. Talvez algo ruim esteja te esperando atrás dela!
*Deus é um cara bacana, tanto que te deu dois olhos para que pudesse ler tudo isso agora! Respeite-O mais! Louve-O mais!


E se cada uma dessas frases puder ajudar alguém por ai, valeu a pena a intenção das letras!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Algumas considerações importantes


 Existe uma coisa inexoravelmente atuante no invisível do universo chamada "química". É essa coisinha ai que consegue mover montanhas, literalmente. Durante esses últimos dias, os quais estive siderurgicamente atolada de trabalhos, compromissos e mais compromissos de campanha [#zemaranhao] , o universo achou um tempinho e me estalou as orelhas, assim, do nada.
 Ninguém vai entender, mas talvez esteja pintando por ai um time completamente desacreditado, porém, esse anteprojeto de amor pode vir a ser campeão!

sábado, 23 de outubro de 2010

Meus pequenos tricolores

   A alegria do nascimento é inenarrável










segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Sobre a dor

  Tá tudo bem, porque eu adoro quando a dor me consome, pois ultimamente é a unica forma de sentir alguma coisa pulsando dentro de mim e saber que ainda estou viva. Não sei o que fiz para merecer o status de insensível, dissimulada e escrota, mas eu devo mesmo ser tudo isso, a considerar as vezes onde ouvi isso calada, sem responder devidamente. Tá tudo bem, porque os bandidos de verdade roubavam por uma causa nobre, que não fosse apenas bel prazer. Tá tudo bem, tá tudo muito bem!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

[In]críveis ou não?

  Tenho um enorme problema: não consigo acreditar em homem. Isso é sério, não é um engodo e não será mais um post de corno desabafo do tipo que falo mal de todo mundo do sexo masculino: é uma espécie de confessionário numa tentativa de me desvencilhar dessa agonia.

  Minha terapeuta recomendou que eu escrevesse mesmo tudo o que me assola o juizo e cá estou eu a dissertar sobre um dos meus grandes problemas. A considerar que o Fluminense é lider do brasileiro, minha maior preocupação nesse momento é com minha exagerada preocupação em não acreditar em ninguém. As pessoas ao longo do meu curso de vida [nossa, que menina de 23 anos velha!] foram mestres em me enganar e talvez com isso eu tenha subido de patente, elevado meu status para algo do tipo ''ininganável''. Hoje em dia é dificil de me enrolar.

 E é justamente esse 'status' que fudeu com tudo. Não me enrolam mais porque não me deixo enrolar: não acredito em ninguém.

Qual a melhor maneira de não se molhar?

R- não entrando na água

  E é essa a minha metáfora do dia para exemplificar o porquê de não mais cair em conversas ou ser feliz. Encontro-me nesse exato momento, roendo as unhas e tramando teorias para justificar o por quê do que me aconteceu hoje, e só encontro uma alternativa: não confio em homens.

  Não tem um homem nesse mundo em quem eu confie, para amar. Amar implica riscos e eu não sou muito boa em corrê-los. Não sou do tipo que fica jogando 'uno' enquanto o cara não liga ou manda um torpedo, e talvez por isso que eu sofra tanto. Eu me levanto, troco de roupa e saio de casa buzinando pra qualquer apolo que passe na minha frente. A considerar que eu sempre penso na metade do copo vazio, tramo conspirações homéricas para conformar meu medo de me relacionar de novo e confesso que eu tenho um puta problema com isso! Não acredito em homens, não acredito nas descarregadas de celulares, nas faltas de tempo ou meteoros que caem do céu na hora em que vão me ligar. Não acredito.

  Fico pensando se não seria mais fácil acreditar ou então fingir que acredito, para tentar alguma coisa. Daí me lembro que tenho pavor de enganação e se eu sou contra a isso, não cabe ficar fingindo que acredito em papai noel. Não é que TODO CARA mente ou que todos só me querem em cima de uma cama [ou mesa, chão, debaixo do chuveiro...], o problema sou eu: cresci num sistema onde homens mentem [e muito] e com isso não mais consigo crer que um dia, um infeliz desses não vá me magoar com uma mentira. Sei que potencializar o problema não ajuda, mas alguém ai da cadeirinha sabe dizer como faz pra não doer, quando alguém magoa a gente?

Caso a resposta seja 'não', acho que não precisa mais explicar o porquê do pavor ao amor!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A teoria da negação

["Mamãe, eu não sou gay"]

     Hoje eu entendi porquê me assusto tanto quando sei que alguém gosta de mim. Não consigo lidar com a sensação de que alguém me dedica o coração mais do que eu, a ele. Quando isso acontece, esse lance de apaixonar mas não de me apaixonar, é ruim, machuca e afasta. Essa sensação de dependência, de ter que ver certos gestos bobos e achar graça ou quiçá, romântico. É essa mania de sempre pisar em ovos.
    Não consigo me apaixonar de verdade porque não gosto de dependências. Não gosto de saber que alguém me ocupa a mente, me assola o juizo e fico preocupada. Preocupada porque é bem verdade que relacionamentos se tornam viciantes. Você quer estar perto da pessoa, quer falar, quer beijar e amar na mesma intensidade e quantidade que respira: o tempo todo! Consigo chegar perto, gostar, querer bem mesmo querendo longe, quando estou apaixonada, mas quando me lembro que aquilo pode me ferir de alguma forma, tento correr pra longe. O namoro do amor com o eterno quase nunca se concretiza e eu não fui treinada para lidar com as perdas, logo, nem jogo. É preferível que pessoas assim se acostumem com o ostracismo a ter que admitir de vez enquando que perder faz parte, e dói horrores.

Eu juro, eu quero amar. Só não sei como, quando, onde e a quem!

Inexigibilidade de ações

   Eu odeio andar de ônibus. Pior do que dirigir no trânsito de imbecis pessoenses apressados é andar de ônibus. Nada consegue ser pior para uma garota que nasceu de sete meses como eu do que ter que ficar esperando numa parada de coletivo enquanto o infeliz atrasa , às custas da minha paciência.
  Mas pior do que andar de ônibus é essa minha maldita predileção por auto-boicotes. Ultimamente venho lançando concorrência direta contra mim e se eu abrisse um processo licitatório para contratar a mim mesma, eu seria desclassificada por improbidade. Se abrissem a minha cabeça e vissem a quantidade de coisas que me assola, certamente teriam pena de mim e explodiriam o ônibus do corínthians só pro Fluminense ser campeão brasileiro. É absurda essa minha mania de preferir o ostracismo e seus significados.
Faço-me entender.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

It's a beautiful day

   O coração é um espaço onde muita coisa ocorre. Não há muito lugar nele para certezas mas certamente você encontrará todas as perguntas que nunca parou para se fazer em toda a sua vida, quando se encontrar inebriado de amor.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Vai encarar?

 
 Por morar num bairro de classe média-média, sou obrigada a conviver com neanderthals pessoas cujo bom gosto ou é pouco ou inexistente na maioria dos casos. A tirar a falta de acesso à cultura ser amplamente associada ao pobre, deveríamos considerar que nos diversos casos, não é a ausência de um Tchaikovisk, um Drummond ou uma Dinah Washington que incidem diretamente na educação, bons hábitos ou costumes eticamente corretos da população: é a falta de interesse nisso!
  Vejamos: o que leva uma pessoa às 07h da manhã, sair de casa com o sovaco fedendo, cabelo desregrado e poluindo não somente as papilas olfativas como também os ouvidos alheios com um desses celulares MP7 [maldito acesso democrático] tocando forró e nem me diga que isso é música para todo mundo ouvir? Sei que o direito de escolha está para o homem assim como o ar está para nossa sobrevivência, mas de fato, será que as pessoas não provocam suas exclusões? Não digo que para ser merecedor do sol é preciso ouvir Chico Buarque, mas poxa vida, por que as pessoas fazem tanta questão de se afirmarem medíocres, como se isso fosse bom? As duas garotas que iam conversando nos bancos da frente sobre o fim de semana 'agitadíssimo' nas baladas suburbanas nada mais eram do que duas pessoas que se excluiam da evolução por preferir sempre esse intelecto mediano de alguém que passa a vida inteira ouvindo 'Calcinha Preta' e 'Aviões de Forró', usando calça da 'Absoluta' e tirando mil fotos fazendo 'V' com os dedos e postando no Orkut.       Cada um cava a fossa que se acha merecedor e se amanhã você pensar em sair de casa cedo, sem tomar banho e portando um desses celulares Xing Ling, tocando alguma dessas bandas idiotas de forró, acho melhor verificar se não estou dentro dele, porque da próxima vez que alguém ligar essa porcaria, juro que ligo as caixinhas do meu Ipod com Black Sabbath ou Iron o caminho inteirinho!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Le cour

   
  Enquanto eu folheava meus antigos textos [escritos e não digitados] encontrei algo bem interessante. Sei que o início dele é uma bela citação da Lispector e não tenho certeza quanto a autoria minha, pois eu posso ter reunido apenas algumas partes de alguns textos interessantes [ao menos praquele determinado tempo]. O interessante é a intensidade que ele transmite...

  Há momentos na vida em que vc sente muita a falta de alguém e que você gostaria de que ela saisse dos sonhos e viesse pra perto. Às vezes a gente pensa que quando uma porta se fecha nada mais importa. Na verdade, quando uma se fecha, outra logo se abre mas a gente teima em pensar naquela que nao quis se abrir por algum motivo, e deixamos de dar valor pra a q acabamos de conhecer.
Sonhe o q vc quiser sonhar
vá para onde vc quiser ir
procure estar com que vc quer ficar!
A vida é uma so e se você perder a chance talvez ela nem volte mais
O futuro mais bonito sempre dependerá da necessidade de esquecer o passado
voce nao podera ir adiante na vida enquanto nao tiver superado os erros do passado e tudo o que magoa seu coração.
Faça valer a pena praqueles que te fizeram rir quando vc, realmente precisava!
praqueles que te fizeram sorrir quando mais precisou!
Esqueça de como tudo termina
e lembre de como é bom quando tudo começa...
Faça com que seja eterno!
Faça com que nao chore
Que nao se perca
a nao ser de amor...
 

domingo, 5 de setembro de 2010

Síndrome de Mozart


  Será essa uma nova modalidade de amar ou eu fiquei amortecida, sem um lugar no mundo do amor que nem os ursos polares com as 'capotas' de gelo derretendo ? Desde que soube que meu chérie não me ama perdidamente gosta de mim na reciprocidade do meu miocárdio tricolor, continuo com a mesma serenidade qual dia 20 de maio de 1987 quando respirei a primeira vez. Parece mentira, piada sarcástica ou bordão de quem levou um chute mas de fato não é: eu to feliz por ele! Descobri que o danado tá perdidamente apaixonado por uma garota e fiquei feliz! Baaaah sabem o que isso me custa? Muito!
  É admitir que ou eu não gosto dele tanto quanto julga meu cerne ou que eu virei uma filha da puta insensível ou, como diria a Grace Kelly, proeminente a lidar com os chutes comprando uma Hermés fabulosa. As duas alternativas me apavoram tal qual os minutos finais das partidas onde o placar é de 1 gol de diferença, ou seja: MUITO! É admitir que numa das hipóteses eu não me conheço, ou que na outra eu me transformei, fui roubada pelo fracasso anterior a ponto de não ter havido tempo para uma regeneração, e acabei cicatrizando 'incompleta'.
 De fato pus em prática aquele meu texto onde digo que o 'amor é livre' e parece que ao mesmo tempo, perdi um pouco da essência. Eu queria estar arrasada, culpar a Deus e chorar horrores mas ao invés disso continuo inteiraça e ensaiando os passos de Single Ladies em frente ao espelho. Sabe como é querer estar triste e chorando e não conseguir? Será que eu me perdi? Tô tão apaixonada que me dá nojo! Hahahaha.
  E conclui que ainda não tô pronta [ou madura como o 'darling' diria] ou que não nasci para lidar com essa coisa toda de sentir calafrios e temores pré-encontros. A julgar que eu li o pequeno principe umas 30 vezes da infância pra cá, admito que diversas visões do que vem a ser o amor permeiam minha mente. Ora eu sinto que é como a dominação da rosa imperialista, ora livre como a raposa que o deixa ir sem maiores cobranças. Percebo que é complicado tudo isso e rogo pra quem for mais esperto do que eu nesse sentido, capaz de me explicar porque é que dói mas não chega de fato, a doer como eu paradoxalmente imaginaria que fosse. É uma batalha homérica, digna de uma continuação do Senhor dos Anéis, o que venho travando dentro de mim desde que decidi gostar de alguém, de novo. Pensava que a coisa toda girava no fato de querer me dar bem ao lado do pretendido mas hoje vejo que só o fato de gostar parece bastar, embora eu sinta um puta tesão em me arrancar na pele dele ardentemente só de pensar em tudo o quanto minha síndrome de Mozart me permite divagar. O poder que isso exerce em mim é bom e por ora me parece suficiente. Quero mais? Sim, quem não quer? Mas quem pode mais do que o amor? Absolutamente inguém...