quinta-feira, 19 de setembro de 2013

"...deixa, deixa, deixa eu dizer o que penso dessa vida..."


  Hoje se parece com uma segunda feira às 07h da manhã na terra dos desafetos. Se eu fosse desabafar todas as preciosidades caladas no meu peito, talvez criasse menos bile e mais insulina. Afinal, o que é permitido na comunicação das verdades? É preciso se dizer tudo o que pensa, ou pensar em tudo o que se diz antes de sair cuspindo?!
 E para não dizer que não falei das flores, sugiro uma auto análise no campo das matérias "dizíveis" e não "praticáveis" que todo mundo costumeiramente acaba jogando nas fuças alheias todos os dias, quando se diz que "ninguém é confiável" e bla bla bla. O mundo passou uma alteração de valores tão grande que é melhor se inserir num patamar de extra terrestre a ter que admitir que um dia a gente também já foi o lobo de alguém, o algoz de si mesmo e por quê não, o inferno do outro. Porque é mais fácil lançar a merda no ventilador dos outros eu não sei, mas confesso estar admitindo que Deus errou e muito naquele sábado onde perdeu seu tempo criando uma raça tão estupidamente prepotente e idiossincrática, incapaz de se enxergar, mas cheia de cacife pra apontar o dedo na cara do outro!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Who cares?

 I really want marry you!

Caro Core!

  Tenho a sensação de que é pra ser
E que quando chega a ser, é pra fazer sentido!
Sentido esse que se sente, até chegar num destino
que em tempo algum, sorriu mais que um menino!

Se o amor é então, um conto em prosa
que me brilhe somente a escuridão
Pra ver de perto todo o segredo que se esconde,
dentro desse compassivo coração!

Te amo, amor!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Sem título

 Quando os infernos interiores parecem não suportar a matéria das realizações, eis que a alma se inquieta, e o coração, palpita!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"Hit me like a ray of sun..."

  Há quem prefira começar pelo início comedido de dar um passo após quinze quilômetros de certeza. Não que seja errado, ou que eu critique a intrínseca necessidade humana de somente caminhar após certificar-se do poço fundo dos pensamentos, mas discordo desse ser o único caminho até a perfeição dos acertos. Até  a terra firme, percorremos muitos vazios de mar aberto e se assim não fosse, o que agora seríamos? Eu, particularmente jurei nunca mais nadar fora da borda, comer sem fome e cair de amores novamente, entretanto, sendo eu um tanto de paixão e outro tanto de coragem, cá estou a certificar-me que essa é a melhor das contravenções e promessas perdidas com o passar das vivências não cumpridas por mim. Posso afirmar que ceder o meu melhor lado pra pessoa que realmente merece é uma das melhores maneiras de pular sem páraquedas.
 Cair nem sempre machuca, e eu jurei não cair de amores, não?
 Pois que eu jure, mas caia, mais e mais, sempre nos braços de quem merece somente o sabor do amor que a gente ama, e ama demais!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sobre a matéria das realizações

  Eu quero a sorte de qualquer coisa tranquila
 Com algum sabor, com a casa vazia
 Com o peito cheio, com o amor guardado
 Com algum tesão, bem barulhento, bem calado

 

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Quando tudo começa bem - de novo!


  A coruja e o coração têm muito o que ensinar. Não que tenham parentesco, mas em toda essa sintonia, juntas elas conseguem dar sentido ao que sentido quase nunca tem: a vida
 A vida que a gente leva, os amores que a gente ama, a comida que a gente... come!
 Não é por acaso que são primas, mesmo assim, são como irmãs. A inteligência sozinha consegue reunir o que ao amor falta em abundância, e vice versa. Na verdade, combinam o incerto do futuro e o eterno do amanhã numa cesta cheia de felicidade e constância de afetos...
 Como diria meu insistentemente burro coração, não me apaixonar é comer em pé, é dormir em cadeira, é existir, e não viver. Só eu sei o que é bom, o que não é, o que me basta e o que me contém. Por ora, me contento com dois amanhãs e um agora...
 

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Duas vezes, sete!


E se eu não fosse esse turbilhão de sensações?
 E se eu gostasse de sentir e fingir?
 E se mentir  fosse por mim  algo supra estimado?
 Se a verdade fosse artigo proibido e esgotado?

E se a China caisse sobre minha cabeça?
Se os impropérios de meu coração fossem por mim escanteados?
Quando o medo batesse, e se eu fugisse?
Se eu permitisse o grito de um coração calado?

Ainda assim, eu seria
Me pertenceria
Seria sua, uma, una, crua.
Ainda assim eu faria,
Me conjugaria,
Seria fria, pura, doce, nua!

Se o eterno tivesse passagem por mim, antes de tudo?
Se o pra sempre fosse inevitável dizer?
Se o amor fosse por mim predileto,
Seria você o alguém a escolher?

Ainda assim, eu seria, me lançaria,
Nessa atmosfera boa chamada 'gostar de você'!
Ainda assim eu ensejaria, prometeria,
Te daria metade de um ninho pra fazer

Se as estrelas forem pra você como um guia,
que essa agonia que em mim habita, se vá!
Vem com elas dançar nossa doce harmonia,
Vem comigo, vem sentir esse estranho jeito de amar...


Teoria do playmobil - parte II


  Fazer silêncio, ficar calado.
 Tem barulho que só o escuro acalma

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vale a pena se jogar


 E quando não é alto o preço a  pagar para pertencer-se, surge a alegria de um momento fortuito. Um sorriso, uma certeza, um aprendizado, um doce caramelado. Aulas de francês, oui, monet, si vous plait, ou qualquer coisa perto do paraiso particular chamado viver.
 Um taj mahal por dia! Um infinito particular cultivado dentro, para poder doar-se fora. Um monumento ao amor, para que de fato, se sinta amor. Um turbilhão de sensações, com uma pitada de realidade, posto que não se voa sem pegar impulso no chão. Sem medo, com coragem. Sem dúvida, só vontade.
 "Nunca é alto o preço a se pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo."

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ilhas Cayman


 Daqui a 100 anos pouca coisa fará diferença. De tudo que sei, metade será refutado, a outra metade será esquecida. Se eu não souber o que fazer, não me angustiarei na dúvida, na incapacidade exequível das ações. Até nosso lar, existe muito asfalto a ser trilhado.
 Dos delitos e das penas, o caminho de terra fértil é também o caminho doloroso. Amar significa mais do que tudo, saber seu significado no inexistente, quando no mais sensato estado de espírito não se sabe que direção seguir. Quando tudo parecer complicado, que eu ame.
 Que eu nunca me julgue, mas me compreenda a medida em que tenho consciência de que sou acima de tudo, igual. Nos defeitos, falhas, acertos e virtudes, retornarei ao mesmo pó. Não somos obrigados a acertar sempre, e quando isso nos for imposto, que saibamos sair sem tirar nem por nada, de dentro de ninguém, principalmente de nós, o melhor pedaço.
 E se amar é dar a melhor metade, que as pessoas aprendam a enxergar que amar alguém é acima de tudo, amar-se sem medidas. É saber que somente o melhor nos bastará, e nunca migalhas ou promessas futuras de mudanças incertas. Tenho a impressão de que ninguém muda, tampouco que alguém mereça mudança. Ninguém nunca me disse que tudo aqui embaixo seria tão imperfeito.
 E se fosse, eu acertaria?
 Talvez nessa dúvida resida a graça de viver, e não apenas, de existir!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Porque só quem garimpa acha ouro!


 O desejo de te-lo é maior que o apelo,
 Apelo que não faço, porém, é necessário!
 Necessário por que sinto desejo,
 Quero calar-me com seu beijo
 O beijo que decerto me inebriaria,
 e todo o meu ser, incendiaria!

 Incendeia a minha vida com desassossego,
 E da vontade, ria com desespero.
 Não me perca, pois eu não te perco
 A dor só corrói quem deixa
 E eu  não te deixo...

 Me come, me cospe, me paga
 Faz de mim sua puta escrava
 Me lambe, me bate, faz sangue!
 Me sente, faz de mim sua amante
 Em cima do desejo, em cima da vontade
 Que eu pule, que eu grite, que eu cale,
 Que façam-se em mim seus desejos mais vorazes

 Que eu seja um início de céu, o fim de toda a paz,
 Um enorme segredo, um inimigo, um cais!
 Que eu seja o infinito signficado de amar,
 Que sejamos pra sempre um porto seguro no além mar...



 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Aforismos de fim de ano

  
 O grande desafio da vida é lidar com a imbecilidade. A intrínseca capacidade do ser humano de se deixar levar.
 Não credito à vida a burrice, mas a frustração. Temos a ilusão de que as coisas não são repetidamente escolhidas ao enredo de nossas vidas e continuamos nesse loop diário em cima das mancadas. Não digo que não acertamos, mas que preferimos errar. Os estragos da vida, os desafetos, os desatinos de quem vive, e não sabe porquê!
 Passei mais tempo errando e aprendendo do que comendo e defecando. Não consigo parar de pensar que se toda vez que eu errasse, me fosse permitido voltar no tempo, a história seria diferente. Não vejo desejo no acerto. Vejo tesão no erro.
 E ainda que me fosse permitido, não revertia o tempo. Não há graça no acerto, e há aprendizado nos defeitos. Não há certeza no eterno, há simbologia no dúbio.
 E por mais que eu tente, percebo que nada faz valer o que cá dentro existe. Nada, absolutamente nada, consegue me fazer ter coragem de acreditar que há vida inteligente lá fora.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Até quem sabe?!


Força!
Até entender, até seguir.
Força não na peruca, mas na cabeça por onde passam idéias.
Força de onde não se sabe, de onde nunca vem, pra onde nunca esgota.
Diante da dúvida, força!
Força pra nem sempre tomar a melhor decisão, mas seguir rumo ao que o coração deseja, implacavelmente sentenciado não como certo, possível, mas como o melhor caminho, melhor fantasia, melhor enredo, pior harmonia, pior destino.
Força por onde não brota coragem. Desejo de onde não brota vontade.
Carinho de onde brota desejo, apelo de onde talvez nunca saia segredo.
Diante da vontade, verdade!
Do desejo, ensejo!
Carinho, não como contrapartida,
mas como a única paga gratuita do beijo.
Amor como meta, afeto como forma compartilhada de felicidade.
Mudanças nem todas são verdades, mas toda verdade é digna de uma mudança!
Que nem tudo seja dado como certo, mas que toda a certeza dessa vida, nos seja dada hoje, pois a gente tem hoje o que plantou ontem. A gente vai ter amanhã o que fizer hoje!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Apressa-te, e ama!


  Quando Nietzche vingou a frase sobre o abismo, certamente não contava com a astúcia da mesma para embaralhar mais ainda o entendimento da coisa toda. Não por ser de difícil acesso e compreensão, mas por desconsiderar que o abismo por si só, é um convite ao salto.
 O que quero dizer com isso? Nada mais nada menos que o infortúnio das dificuldades é fielmente aceito por nós, quando estamos diante da escolha entre o peremptório 'easy' e o fatídico 'complicado. É do ser humano, superar-se, provar-se o tempo todo. Das verdades da vida, nenhuma sobrepõe o fato de que nós, seres pensantes, somos desejosos das matérias com caráter impossível, e taí o Futebol pra exemplificar a tese. Nenhum time quer chegar a final de campeonato e vencer um IBIS da vida. Queremos sempre atestar.
 No mais, somos todos saudosistas, porém, não temos tempo para conquistas indeléveis. Numa época onde o fast food é mais uma religião do que serviço delivery alimentício, os amores que a gente ama têm esse sabor intrínseco da pressa, do 'conhecer pouco' e 'lamber muito', sem a vocação para a eternidade. Desafio um casal moderno a chegar a época das fraldas geriátricas e os diálogos  cheios de aparelhos auditivos. Não sinto mais a característica do 'na pobreza e na velhice' posto que tudo se resume ao que for fácil, belo, simples e sem dilemas. Recentemente vivenciei um amor fadado pelas minhas dificuldades e fico pensando se essa criatura vai terminar um namoro a cada problema de suas subsequentes companheiras. Isso prova que as pessoas não estão prontas para as dificuldades e enquanto a coisa toda tiver cheiro de terra fresca, 'ao teu lado estarei'.
 Tenho verificado que nessa esfera, as pessoas não se buscam mais conhecer, e sim, saciar seus anseios e necessidades depositando nas outras, a surrealidade da paixão, do desejo e do encontro. Ora, ninguém é interessante eternamente, posto que o cotidiano é fatídico dentro das relações sociais, mas isso não significa que as relações estejam fadadas à rotina, posto que o amor é acostumar-se com o novo, de novo. É acordar ao lado daquela pessoa mas sempre buscar algum novo motivo para doar a melhor metade, mesmo com os roncos da noite passada. Fico impressionada com a quantidade de mulheres que reclamam da frieza de seus namorados e maridos e esquecem que, por vez ou outra, é responsável por 50% do tal 'chama acesa'. Amar ainda é dar sua melhor metade.
 E se nada disso servir para que num futuro próximo, as pessoas se busquem e não se encontrem em absoluto, reservando sempre um espaço para descoberta e entendendo que o amor não é pra sempre um caminho de terra fértil, espero que saibamos gerir nossas vidas sentimentais sem nos pressionarmos tanto nessa inconstante busca pelo eterno, sem querer de fato, ficar ali para sempre!