quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O dia em que comi carne


  Como eu disse a vocês, há quase 3 semanas virei vegan. Pra quem não sabe esse é o eufemismo de ''parei de comer carne com a boca'', ou trocando em miudos, vegetariana. Há dias não sabia o que é picanha, linguiça, frango, maminha, coxinha, galinha nem calcinha [pegadinha do malandro!] e sinceramente estava a ponto de enlouquecer. Confesso que quando comia carne, sempre me assolava em seguida um puta arrependimento [menos durante as transmissões dos jogos do Fluminense] por saber que ali jazia um bichinho lindo, e entrava em questionamento [ou como o marlos diria, em loop]. É foda complicado pra alguém que mesmo com as melhores intenções do mundo, sente o corpo clamar pelo pedaço de comida sangrenta assim como a Larissa Riquelme  clama por atenção.
  É dose você ter vivido 23 anos comendo algo que de repente, simplesmente e amargamente [embora reitere a espontânea vontade] lhe é privado, por manifesto da sua consciência certinha de garota virgem que vai pro céu [não por isso #safada]. Hoje, quando vinha pra casa, enfrentei um engarrafamento típico de Recife ou New York: uma porra de uma mulher jumenta conseguiu a 'proeza' de bater no meio fio, engavetando outros sete veículos que por sua[s] vez[es] atrapalharam a vida de advogados, médicos, professores, prostitutas e dessa blogueira que voz fala.   
  Vociferei toda a minha indignação com a buzina e com descidas constantes do carro pra ver se a porra toda o acidente estava pelo menos sendo resolvido e enfim a 'larga' epitácio pessoa desobstruisse. Ao som de 'gostosa' e 'olha a Fluminense como é braba' [porque eu vestia a FARDA pós jogo de quarta] eu sai driblando os carros, no meu salto 9, rebolando mais que globeleza e disposta a pegar briga com o primeiro imbecil que me olhasse torto, só pra me vingar da frustração por não comer carne ha dias. Pra minha infelicidade, ninguém iria discutir com uma gostosa garota de Ray ban embaixo de um sol horrendo, em pleno engarrafamento e voltei pro carro p. da vida. Resultado: durante essa semana em ostracismo carnívoro, me privei da dita cuja, mas depois de quase uma hora levando cantada de pedreiro e ouvindo um cd de mp3 onde misturo Nirvana e Vitor e Léo, joguei a porra toda pro alto, e comi um belo e suculento pedaço de carne!

Me perdoe São Francisco!

Um comentário:

Mandra disse...

é foda equilibrar razão e emoção nesse dilema de ceder à tentação da carne. Para quem nasce vegan é fácil, mas quando a gente sente o sabor suculento de um churrasco bem feito os instintos naturais acabam falando sempre mais alto.

Valeu pela visita e risadas lá no Mandra Brasa!