terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Quando foi que eu deixei de te amar?



'A gente não percebe o amor, que se perde aos poucos sem virar
carinho.
Guardar lá dentro não impede, que ele empedre, mesmo crendo-se
infinito!'



É complicada essa materia de amar. De se dar aos poucos mesmo que com pouca, ou sem nenhuma intenção recíproca. É doído você constatar que não significa mais, o que outrora fora motivo de festa. É complicado saber que o que ontem existiu, hoje talvez nem seja mais rabisco infantil.Por mais doloroso que seja , a vida pede nova passagem...novos desafios...

Ontem, era amor . Hoje talvez só reste a vontade de ser novamente o motivo pelo qual se vive intensamente . É como quando se mora só, e se acostuma com o falar dos cômodos vazios, e ao chegar alguem, tornam-se mudos os falantes de outrora. Não percebemos o que morre, mesmo que não tenha noticiário divulgando, folha de obito ou aviso póstumo. Os pensamentos se calam, o amor se esvai...

Só resta o resquício desse amor...

Eu sei que dói. Eu sei também que vai doer muito...mas, vai passar! Eu sei que vai...

5 comentários:

F/X disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
F/X disse...

Tah muito bom, gostei muito das metáforas e do jeito que vc mostrou a solidão
"o falar dos cômodos vazios" ficou ótimo
enfim, tudo passa, até a uva passa.
:D

[recomentado]

Adalberto disse...

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

VINÍCIUS DE MO

Adalberto - Volta Redonda

Anônimo disse...

carlinha
um abraço do minerin

Anônimo disse...

carlinha
oce é uma morenaça
um abraço do minerin