sábado, 28 de novembro de 2009

Giungerai


Eu nunca vou conseguir ir embora.Não sem a certeza de que sou pra você aquilo que te amar, significa pra mim.Desde o primeiro minuto, eu soube, e o fato de não ter a mesma certeza sobre você me deixa perturbado.Eu não diria que é mais uma banal forma de se manter acompanhado nessa dança chamada relacionamento.Diria que essa minha forma de te amar me surpreende.Porque não é fácil saber que dedico toda a minha atenção a alguém cujo pensamento nunca está voltado para mim.Porque é irracional, amar alguém com tantas características as quais eu repudio mas que mesmo assim te tornam especial demais para mim.São pedaços de amor não oficializados e que me queimam a alma, mesmo que estivesse submersa numa piscina congelada.Seu amor é como um pedaço de gelo, que teima em não derreter em minha bandeja ardente chamada coração.Por mais que eu te dedique a alma, por mais que eu te mostre amor...
Estou agindo errado? Provavelmente. Há muita vida lá fora e dedicar tamanho afeto ‘irecíproco’ é insanidade.Gosto da forma como me habita mas odeio como se faz ausente, propositalmente.Devo ter deixado de significar pra você, aquilo que outrora era motivo de canção, de sorriso, de musica para pássaros.O café em paris foi esquecido e nossos devaneios foram com ele.Agora não há mais gatos e leões circundando seu pensamento através dos outdoors pelas ruas ou até mesmo, um motivo banal qualquer, para que você volte correndo pros braços de minha conversa estranha e sem sentido, mas que outrora te acalentou, mesmo que apenas como ‘l’amie’. Aquilo que se faz presente ainda quando eu vou dormir, e que me consome a alma...
Aquilo que não me deixa ir em frente, de certa forma.
Que não me deixa viver lá fora...

Dizem que o rio segue seu caminho para o mar, e que, como ele, você voltará para mim um dia...
Mas do amor, eu já não espero mais nada...
Ou será que espero?

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